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1-Outubro-2007

Madeleine e a dentologia atrasada dos jornalistas

Despertado das profundezas e milhares de anos-luz depois do desaparecimento de Maddie, o Sindicato dos Jornalistas deu à costa.

O intrépido conselho deontológico, guardião da moral e boa consciência dos jornalistas exalou a sua sentença do alto da tribuna da Inquisição.

Ou por outras palavas: cagou d´alto.

Assim sendo vou inscrever-me no sindicato dos metalúrgicos ou do pessoal da recolha do lixo.

Sinto-me melhor representado.

O caso Madeleine McCann e as práticas jornalísticas

Na sua recomendação, o CD relembra que “o uso de fontes anónimas não desresponsabiliza o jornalista; pelo contrário, obriga-o a um redobrado cuidado, pois em caso de a informação se revelar falsa será a credibilidade do jornalista e do seu órgão de comunicação social que está em causa. E não apenas em relação a esse trabalho.” A estrutura deontológica recomenda assim que se evitem notícias que privilegiem as audiências em detrimento da verdade factual e em que a especulação vença o rigor, que se sigam critérios muito rigorosos para o uso de fontes anónimas e que se promova a pronta rectificação de informações que se revelem inexactas ou falsas, conforme o n.º 5 do Código Deontológico.

A recomendação apela ainda a que os jornalistas tenham um especial cuidado no tratamento da informação, procurando apoio de especialistas externos e independentes que os possam elucidar sobre matérias de elevada complexidade e que exijam conhecimentos científicos e jurídicos, levem em consideração o direito à privacidade de eventuais suspeitos, arguidos ou réus e analisem os eventuais atropelos à deontologia ocorridos neste caso para que os mesmos não se repitam.

O Sitio do Sindicato dos Jornalistas

(via O Sitio do Sindicato dos Jornalistas

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21-Setembro-2007

Mourinho, vai um copo de vinho?

Filed under: futebol — Pp @ 17:40
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Um verdadeiro português deixa a sua marca em qualquer país do mundo.

Seja ele o melhor treinador do mundo, seja um humilde pedreiro, o emigrante português tem um símbolo comum: o Vinho.

Será que oferecer vinho aos treinadores rivais faz parte da táctica de José Mourinho para ganhar os jogos.

Pois é… Agora em inglaterra Alex Fergusson ficou órfão e com uns garrafões guardados.

De facto só uma aliança entre portugueses e ingleses poderia ter criado o Vinho do Porto.

Querem melhor publicidade ao vinho do que esta?

Ferguson vai ter saudades de Mourinho: «O que vou fazer ao vinho?»

[ 2007/09/21 | 11:20 ] Redacção MaisFutebol

var random_number=”bust=”+(Math.round(Math.random()*10000000000));Alex Ferguson diz que vai ter saudades de José Mourinho. O treinador do Manchester United deixou palavras fortes de apreço por aquele que foi o seu grande rival em Inglaterra nos últimos três anos. E disse que agora só não sabe o que fazer ao vinho que guardava para beber em conjunto com Mourinho após cada jogo.

18-Setembro-2007

Juízes impõem Lei da Rolha

Filed under: Sem categoria — Pp @ 17:37
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O caso Madeleine Maccan não tem mesmo rumo possível.//stopthedrugwar.org/files/gavel

A justiça portuguesa é muda, lerda e anda a brincar.

Do alto do seu pedestal os senhores juízes e donos do mundo nem querem saber do coitado do povo que rasteja a seus pés.

Temos um novo episódio digno do prémio nobel da comunicação da sociedade mediatizada e da democracia madura.

O juíz do processo julga necessário dar esclarecimentos públicos sobre o caso. Presumo que esclarecimentos no absoluto respeito por todas as leis mas sem ingnorar o legitimo direito de acesso à informação.

Pois é… Mas os doutos senhores que mandam nos juízes decidiram calar o Juíz.

Como? Simples: Dissseram: “Nóz (Conselho Superior de Magistratura) é que comunicamos!

Ah! Mas acrescentaram mais uma coisita sem importância: “Por agora não temos nada a dizer”

Trata-se portanto da aplicação da chamada Lei da Rolha.

Deviam ter vergonha na cara e aproveitar para ler aqueles capítulos sobre o papel da informação numa sociedade livre.

O pior é que uma sociedade livre e informada pode pôr em causa o Vosso Altíssimo Poder.

E isso, oh ! Deuses na Terra, sería para Vós, intolerável.

Parece-me que o segredo de justiça vai continuar a ser violado. Suspeito….

O Conselho Superior de Magistratura (CSM) anunciou esta terça-feira que irá assumir os esclarecimentos sobre o ‘caso Madeleine’ em colaboração com o juiz de instrução de Portimão, sublinhando que de momento não se justifica qualquer informação pública, entretanto Clarence Mitchell assumiu-se hoje como porta-voz dos McCann, acreditando que são “vítimas inocentes”, abandonando desta forma o cargo de assessor de imprensa de Gordon Brown, PM britânico.

Pedro Simões, juiz de instrução de Portimão, pediu ao CSM autorização para explicar à comunicação social os procedimentos judiciais do caso, justificado pelo impacto do mesmo na opinião pública. Aquele órgão deu conta em nota informativa que era da responsabilidade do Ministério Público todas as informações e esclarecimentos relativos ao ‘caso Maddie’.

16-Setembro-2007

Casos de polícia II (comente aqui!)

Uma voz sem conteúdo é oca.

É a morte dum porta-voz.

Olegário Sousa era a cara da Polícia Judiciária para relatar a versão da PJ sobre o caso Maddie.

Claro que se o porta-voz nada sabe, nada pode dizer.

Faz por isso má figura.

Não ele. A organização. A PJ.

Como é possível a Polícia Judiciária uma das mais bem preparadas polícias do mundo não percerber e não usar os meios de comunicação social.

Podiam aprender qualquer coisa com os colegas da PSP e da GNR.

Portanto de Olegário sai, começa o imenso buraco negro da não-informação.

Se calhar já era assim antes.

É verdade: os Maccann tem 4 assessores de imprensa!

Bem que podiam emprestar um à Policia Judiciária.

30-Junho-2007

Museu Salazar muda-se para Vieira do Minho

Filed under: Sem categoria — Pp @ 19:42
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Começo a ficar seriamente preocupado com a democracia musculada que se instala no nosso país.
Este blogue nasceu e serve para olhar com outros olhos a mediatização pública que se faz dos acontecimentos.
Isso inclui por regra figuras públicas , jornalistas e meios utilizados.
Por rotina e porque são mais facilmente caricaturáveis os políticos tem sempre lugar neste blogue.
Começo a temer que algum ilustre socialista “bufo” ou doutra espécie ainda pior tente fechar este blogue, calar-me a boca ou ameaçar com um processo judicial apenas para me inimidar.
Na leitura diária do jornal Público passei os olhos por esta notícia abaixo citada.
E preocupo-me.
Porquê?
Porque acabei de descobrir que o cento de saúde de Vieira do Minho é um sítio onde a democracia ainda não chegou.
Já sabiamos que é proíbido gozar com o ministro agora até é proíbido a entrada de jornalistas.
Na áerea comum, tipo a sala de espera.
Será que tem lá uma bandeira do PS, uma foto do Sócrates ou uma vela?

Tudo não passa de “politiquice”
30.06.2007,
Carla Sofia Martins

Por detrás das vidraças das janelas do Centro de
Saúde de Vieira do Minho, alguns funcionários observavam atentamente o vaivém dos jornalistas que, impedidos de entrar nas instalações para tirar imagens, rondaram durante todo o dia o edifício. Às perguntas, fugiam com os habituais “não sei” ou então “não estava cá nessa altura”, mas a curiosidade em torno do mediático caso da exoneração da antiga directora daquela unidade não esmoreceu e, durante grande parte do dia, olharam em silêncio o movimento dos meios de comunicação social, que se ocupavam com uma polémica nacional que, por ali, se apelidou de “politiquice”.

20-Dezembro-2006

Lei da Rolha

Filed under: Sem categoria — Pp @ 19:10
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O presidente da comissão INDEPENDENTE para a reorganização das urgências hospitalares António Marques decidiu não falar à imprensa, no parlamento e à saída da comissão parlamentar de saúde.
É um direito legítimo, apesar das funções públicas que exerce.
Mas justificou a sua decisão dizendo que “só fala com autorização…”.
Pergunto: de Quem???
Do Ministro? da Secretária de Estado da Saúde? Da mulher?
Afinal a comissão não era independente?
Prémio Nobel Lei da Rolha.

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