Papel Principal

30-Setembro-2007

Como responder a um jornalista?

Como responder a um jornalista?

Já vi dezenas de listas de verificação sobre como responder à imprensa.

Em particular em situações de crise.

E aqui a fronteira entre um sucesso ou um abismo mediático é muito apertada.

Esta lista de 13 pontos para responder eficazmente é interessante e dá pistas explicativas bem vistas.

É uma lista feita por Javier Massa no seu habitual síte

Está em espanhol mas se quiserem posso traduzi-la.

13 Consejos para Responder Eficazmente

1. Escuche atentamente a la pregunta en actitud neutral. No sonría ni se ponga adusto. Tampoco haga movimientos afirmativos con la cabeza queriendo indicar que entiende la pregunta porque puede interpretarse como que está de acuerdo con lo que se le pregunta. Por ejemplo, “En otros países el producto que usted ha presentado ha sido prohibido porque lo consideran peligroso. Quién garantiza la seguridad del consumidor?”

2. Cuidado con su lenguage corporal. No se tape la boca, encienda un cigarrillo o haga movimientos erráticos mientras le formulan una pregunta. Estas y otras actitudes corporales connotan inseguridad y falta de honestidad de su parte.

3. No halague a nadie. Frases como “Esa es una buena pregunta” son una deliciosa caricia en el ego de una persona y una cachetada para todos los demás que sentirán que sus preguntas fueron, por decir lo menos, poco inteligentes.

4. Repita las preguntas positivas. Por ejemplo: “En cuántos países latinoamericanos se vende actualmente su producto?”. Si la respuesta es “En toda Latinoamérica, menos en el Perú” usted querrá enfatizar esto reiterando la pregunta como parte de su respuesta.

5. Frente a una pregunta negativa haga una paráfrasis. En buena cuenta resuma y simplifique la pregunta. Por ejemplo, “Es cierto que el consumo de este producto puede aumentar el riesgo de sufrir un ataque al corazón?”. Respuesta: ”Si se siguen todas las recomendaciones del fabricante este producto no ocasiona problemas de salud”. No repita “ataques al corazón” como parte de su respuesta.

6. Al responder mire primero a la persona que hizo la pregunta. Luego haga contacto visual con diferentes personas del auditorio.

7. Vaya al grano. Cuanto más hable dará pie a repreguntas y hasta donde sea posible queremos evitar profundizar en temas específicos. Por otro lado respuestas muy largas dan la impresión que usted está tratando de “matar el tiempo” para que nadie más pregunte.

8. No termine la sesión del Q+A con una respuestra floja. Usted debe terminar su presentación con una respuesta efectiva e impactante. Por eso evite anticipar el final del Q+A con frases tales como “Voy a tomar una última pregunta”. Si ya está casi al final de su intervención y acaba usted de dar una respuesta brillante entonces dé por terminada la sesión en ese momento.

9. Si nadie hace alguna pregunta entonces usted proponga un tópico. Por ejemplo, “Hace unos días me reuní con un grupo de publicistas y me preguntaron cómo explicaba yo el éxito tan rápido del producto con una mínima inversión publicitaria…”

10. Si alguien le pregunta algo que ya fue respondido no repita la respuesta. Basta con decir “Creo que ya contestamos a eso anteriormente” y pase rápidamente a otra pregunta.

11. Si enfrenta usted a una pregunta de largo metraje interrumpa, con cortesía pero firmeza al mismo tiempo, y pida al participante que sea concreto “por consideración a los demás”.

12. No acepte preguntas irrelevantes. Si le preguntan: “Cuánto gana usted de comisión por cada contrato de venta?” usted debe encausar la conversación hacia el tema central diciendo algo así como “Perdón, pero creo que ese no es el tema de esta reunión. Otra pregunta por favor…”

13. Repita las respuestas que funcionaron antes. Usted no tiene que ser creativo ni innovador en cada presentación.

Artículo – COMO LOGRAR QUE LO ESCUCHEN

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25-Setembro-2007

Como enfrentar uma audiência feroz

//blog.camera.org/archives/1978466971_1999998627_180605_337x253_ahmadinejadE a frase do dia vai para….

O fabuloso presidente do Irão.

Declarando que no Irão não existem homossexuais.

Claro que a audiência da Universidade de Columbia nos Estados Unidos riu-se.

Mas a sua verdadeira audiência – o povo iraniano- deve ter aplaudido.

Dica do dia: fale sempre para quem quer que o escute, independentemente dos palhaços que estão à sua frente.

«No nosso país não há homossexuais»

O presidente do Irão, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou esta segunda-feira que não existe homossexualidade no país que preside. Durante uma conferência na Universidade de Columbia, Nova Iorque, perguntaram-lhe sobre os direitos dos homossexuais no Irão. «No nosso país não há homossexuais», afirmou Ahmadinejad.

Incomodado com o tema, o presidente iraniano preferiu falar sobre os direitos das mulheres. Perante a insistência da pessoa que o questionava, hesitou alguns segundos e negou a existência deste tipo de orientação sexual no Irão. Recorde-se que no país homossexualidade é crime punível com pena de prisão.

O tema foi muito debatido recentemente quando uma lésbica iraniana, Pegah Emambakhsh, que corria o risco de ser deportada pelo Reino Unido temia ser apedrejada ao voltar para o seu país. Emambakhsh refugiou-se no Reino Unido em 2005 depois de a sua parceira ter sido detida, torturada e apedrejada no Irão.

in PortugalDiário

19-Setembro-2007

DECO rosna à Ministra da Educação

Como eu gosto duma democracia mediática madura.

Agora os consumidores revoltados e representados pela DECO decidiram responder ao bate-boca do Ministério da Educação.

Dentro em pouco o presidente do Benfica também entra nos comentários e a Maddie fica para trás nos alinhamentos dos telejornais.

Sugestão de título: DECO amianta Educação.

Já não bastavam os sindicatos do professores e agora está criada uma guerra com a construção civil e os consumidores à mistura.

Deco desafia ME a publicar estudos sobre conforto das salas

A Deco desafiou hoje o Ministério da Educação a tornar públicos estudos que comprovem o bom conforto térmico e a qualidade do ar nas escolas portuguesas.

Ministério da Educação ataca DECO

  

 Uma das boas regras para se criar uma notícia é atacar alguém.

É o método de criar uma frase-chave ou sound-byte que que se cola dentro dos cérebros pequenos e bocas grandes dos jornalistas.

É certo e sabido que a matilha mediática vai pegar nesse ataque e perguntar ao ofendido:

– Então? Como reage a isso? O que vai fazer?

Melhor ainda quando o ataque é mais um contra-ataque. Cumpre-se a dialéctica mediática em todo o seu explendor.

Este caso tem dois episódios: uma associação alegadamente de defesa dos consumidores diz que há amianto em escolas portuguesas e um Ministério da Educação que aproveita para chutar a bola para canto acusando a associação de auto-promoção.

  

“Deco usa escolas para auto-promoção

(in Portugal Diário)

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Ministério da Educação acusa associação de divulgar estudos «errados»
O Ministério da Educação (ME) acusou hoje a Deco de usar as escolas públicas para se auto-promover e considerou tecnicamente errados estudos hoje divulgados pela associação sobre a temperatura e a qualidade do ar nas salas de aula.

Dois estudos que a Deco realizou em Fevereiro em 40 salas de 20 escolas de todo o país, e cujos resultados foram hoje divulgados, revelaram que quatro em cada cinco têm temperaturas baixas e excesso de humidade no ar. “

18-Setembro-2007

Amianto em 7 escolas ???!!! Diz a DECO

//static.flickr.com/1123/1403267240_ea17049fd6A DECO é uma associação respeitável e respeitada.

A DECO é ouvida publicamente.

A DECO faz estudos.

A DECO comunica estudos publicamente.

A DECO não divulga a metodologia dos estudos que realiza.

Os jornalistas não perguntam à DECO como fez os estudos, quem os paga e que interesses perseguem.

A DECO é uma associação de defesa dos consumidores.

A DECO aproveita a sua força mediática para ALARMAR as pessoas.

Se a DECO está a falar verdade porque não faz queixa às autoridades competentes?

Se encontrou uma coisa tão grave nas escolas porque disfarça o amianto dando enfâse à questão do frio?

Será que a DECO acha que um incómodo causado pela temperatura é pior do que o cancro causado pelo amianto?

“Estudo diz que quatro em cada cinco escolas têm temperaturas baixas
Deco: alunos passam frio e têm má qualidade de ar dentro das salas de aula

A associação portuguesa para a defesa dos consumidores detectou ainda problemas de construção e conservação dos edifícios, o mais grave dos quais foi a presença de placas de fibrocimento com amianto em sete escolas: D. Francisca de Aragão (Quarteira), Diogo Bernardes (Ponte da Barca), Elias Garcia (Sobreda), D. João II (Caldas da Rainha), EB de Lousada, Roque Gameiro (Amadora) e Rainha D. Leonor de Lencastre (Cacém). “Tudo isto, depois de a Assembleia da República ter recomendado, em 2003, o inventário dos edifícios públicos com amianto e a substituição deste material, que pode libertar fibras cancerígenas”, critica a associação.ÚLTIMA HORA – PÚBLICO.PT

McCann: como a especulação me alimenta em gordas audiências

O autor do blogue Uma espécie de blog ficou zangado comigo.//static.flickr.com/1121/1400990599_f3b703f342

Tudo por causa duma mensagem que aqui citei sobre a especulação à volta do caso Maddie.

Eu gosto e sou leitor deste blogue

Caro Nuno, Entendeu mal o que eu quis dizer.

Obviamente a expressão "suicídio" é uma ironia. Um blogue existe por definição para falar de coisas e não para as calar. Escrevi (no meu antigo blogue) e escrevo regularmente aqui sobre temas mediáticos e com forte exposição pública. Aliás esse é o coração do Papel Principal. E aqui a questão não é sequer de audiências (tema que me ocupa grande parte da minha vida profissional).

Apenas acho que todos os jornalistas sabem quase nada sobre o que aconteceu a Maddie Maccan. E por isso são manipulados e intoxicados com informação tendenciosa.

Quase tudo o que sabemos resume-se a: desapareceu uma criança no Algarve. Como não há notícias, qualquer facto torna-se relevante. E aí entra a tal dimensão especulativa. Pegamos no pequeno facto e dedicamos páginas ou telejornais inteiros a dissecar a matéria como se fosse um rato de laboratório.

É a aplicação prática daquilo a que chamo a teoria da alimentação do cavalo.

Traduz-se na máxima: "Se não há notícias, inventam-se" Porquê? Porque dá audiências.

Aconselho a leitura de dois trechos de dois blogues sorbre o assunto:

http://movv.org/2007/09/12/gerry-mccann-pai-de-madeleine-mccann-peter-mccann-e-algumas-ligacoes-e-possibilidades-curiosas/

e ainda uma curiosa descrição da árvore de possbilidades de investigação neste caso "Crónicas de um atoleiro anunciado" (obrigado Carla pela dica) http://madeleinemaccann.blogspot.com/

17-Setembro-2007

McCann: ligações perigosas

Uma das coisas que mais me diverte na informação é a… especulação!

Isso mesmo.

Adoro uma boa teoria da conspiração. Um descanso para as almas ou uma libertina desassossega geral.

O pior é que a moda passou da conversa de café para as televisões.

Mas o universo dos blogs é o melhor para lançar uma bela confusão.

Vale ver o blog Quintus:

Gerry McCann, pai de Madeleine McCann, Peter McCann e algumas ligações e possibilidades curiosas… « Q u i n t u s

16-Setembro-2007

Casos de polícia II (comente aqui!)

Uma voz sem conteúdo é oca.

É a morte dum porta-voz.

Olegário Sousa era a cara da Polícia Judiciária para relatar a versão da PJ sobre o caso Maddie.

Claro que se o porta-voz nada sabe, nada pode dizer.

Faz por isso má figura.

Não ele. A organização. A PJ.

Como é possível a Polícia Judiciária uma das mais bem preparadas polícias do mundo não percerber e não usar os meios de comunicação social.

Podiam aprender qualquer coisa com os colegas da PSP e da GNR.

Portanto de Olegário sai, começa o imenso buraco negro da não-informação.

Se calhar já era assim antes.

É verdade: os Maccann tem 4 assessores de imprensa!

Bem que podiam emprestar um à Policia Judiciária.

13-Setembro-2007

Scolari esconde a mão, depois do murro

scolari murro 1

Luis Filipe Scolari deve achar que o Mundo é parvo.

Mas este treinador de futebol e brilhante manipulador da imprensa a favor do que lhe interessa, foi traído pelas imagens.

Scolari deu um murro ao jogador sérvio Dragutinovic.

É um facto.

Está nas imagens. Nas fotos. Na televisão.

Mas Scolari renascido das cinzas diz que não. Que foi uma defesa. Uns braços no ar. Uma “tapinha”

Pois é. Mas a força da lingugem não falada e expressa em imagens desmente qualquer construção da realidade scolariana.

É que com imagens cada qual julga de imediato sem o filtro da filosofia manipulatória da verbe de Scolari.

Eu gosto particularmente do pormenor do olho de Scolari fechado como se estivesse a fazer mira ao jogador sérvio.

Scolari o senhor é um verdadeiro sniper

scolari murro 2

REACÇÃO DE SCOLARI À AGRESSÃO

“É mentira que eu tenha agredido o jogador sérvio. Foi uma confusão normal e
aconteceu o que sempre acontece nestas situações. O jogador sérvio ia bater no
Quaresma e eu defendi o Quaresma. Se lhe toquei, foi num cabelinho… Não tenho
de dar explicações sobre o que sucedeu. Cabe à UEFA decidir se há, ou não,
razões para me castigar”

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14-Julho-2007

Manipular imagem eleitoral

Filed under: Sem categoria — Pp @ 18:34
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Em pleno período de reflexão e a poucas horas das eleições para a Câmara Municipal de Lisboa verifico que quase não se notaram à superfície os chamados “spin doctores”.
São os assessores que tentam pintar os seus candidatos e respectivas posições de cor-de-rosa.
Das duas uma: ou os “spin doctores” desta campanha foram incompetentes ou não houve dinheiro para comprar outros melhores.
Fica uma definição vinda directamente da página da Embaixada dos Estados Unidos, o país que inventou esta fórmula de manipuladores de imprensa

Eleições (embaixada EUA)

Spin doctor/spin – Assessor de mídia ou consultor político contratado em
uma campanha para garantir que o candidato receba a melhor publicidade possível
em uma dada situação. Por exemplo, após um debate entre candidatos à
Presidência, o spin doctor de cada candidato procura os jornalistas para
mostrar-lhes os pontos fortes de seu candidato e tentar convencer a imprensa e,
por extensão, o público, de que seu candidato “venceu” o debate. Quando esses
assessores de mídia estão trabalhando, diz-se que estão fazendo spinning ou
pondo spin (colocando efeito) em uma situação ou um evento.

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