Papel Principal

3-Outubro-2007

o que faz um “spin doctor”? Perguntem aos Maccan

O que faz um "spin doctor"?

Resposta simples: doura a pílula.

Tenta influenciar os jornalistas a mostrarem a melhor cara do facto-notícia que lhe convém.

Conheço poucos em Portugal. São discretos e mandam nas principais agências de comunicação nacional.

São uma espécie de conselheiros mediáticos e estão no lugar de contra-regra das campanhas eleitorais.

Mas quase nem aparecem. São transparentes como o vidro, mas manipulam a realidade como umas lentes grossas.

"Spin" é aquele que faz "efeito", como no ténis de mesa.

Aconselho a leitura dum artigo publicado no sítio Portugal Diário pelo blogger http://victor-silva.blogspot.com


Madeleine McCann e os «Spin Doctors»

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2007/10/03 | 11:43
Spin Doctor» é como se fosse um assessor de imprensa, que tenta «virar» ou condicionar a agenda mediática e as notícias que saem ou vão sair. Tentam «vender o peixe», minimizar danos de uma má notícia, aconselham os seus clientes na sua relação com a imprensa. Os pais de Maddie têm agora ao seu serviço um ex-spin doctor de Gordon Brown, o primeiro-ministro da Grã-Bretanha. É uma escalada na luta mediática relacionada com este caso…
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1-Outubro-2007

Madeleine e a dentologia atrasada dos jornalistas

Despertado das profundezas e milhares de anos-luz depois do desaparecimento de Maddie, o Sindicato dos Jornalistas deu à costa.

O intrépido conselho deontológico, guardião da moral e boa consciência dos jornalistas exalou a sua sentença do alto da tribuna da Inquisição.

Ou por outras palavas: cagou d´alto.

Assim sendo vou inscrever-me no sindicato dos metalúrgicos ou do pessoal da recolha do lixo.

Sinto-me melhor representado.

O caso Madeleine McCann e as práticas jornalísticas

Na sua recomendação, o CD relembra que “o uso de fontes anónimas não desresponsabiliza o jornalista; pelo contrário, obriga-o a um redobrado cuidado, pois em caso de a informação se revelar falsa será a credibilidade do jornalista e do seu órgão de comunicação social que está em causa. E não apenas em relação a esse trabalho.” A estrutura deontológica recomenda assim que se evitem notícias que privilegiem as audiências em detrimento da verdade factual e em que a especulação vença o rigor, que se sigam critérios muito rigorosos para o uso de fontes anónimas e que se promova a pronta rectificação de informações que se revelem inexactas ou falsas, conforme o n.º 5 do Código Deontológico.

A recomendação apela ainda a que os jornalistas tenham um especial cuidado no tratamento da informação, procurando apoio de especialistas externos e independentes que os possam elucidar sobre matérias de elevada complexidade e que exijam conhecimentos científicos e jurídicos, levem em consideração o direito à privacidade de eventuais suspeitos, arguidos ou réus e analisem os eventuais atropelos à deontologia ocorridos neste caso para que os mesmos não se repitam.

O Sitio do Sindicato dos Jornalistas

(via O Sitio do Sindicato dos Jornalistas

18-Setembro-2007

Juízes impõem Lei da Rolha

Filed under: Sem categoria — Pp @ 17:37
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O caso Madeleine Maccan não tem mesmo rumo possível.//stopthedrugwar.org/files/gavel

A justiça portuguesa é muda, lerda e anda a brincar.

Do alto do seu pedestal os senhores juízes e donos do mundo nem querem saber do coitado do povo que rasteja a seus pés.

Temos um novo episódio digno do prémio nobel da comunicação da sociedade mediatizada e da democracia madura.

O juíz do processo julga necessário dar esclarecimentos públicos sobre o caso. Presumo que esclarecimentos no absoluto respeito por todas as leis mas sem ingnorar o legitimo direito de acesso à informação.

Pois é… Mas os doutos senhores que mandam nos juízes decidiram calar o Juíz.

Como? Simples: Dissseram: “Nóz (Conselho Superior de Magistratura) é que comunicamos!

Ah! Mas acrescentaram mais uma coisita sem importância: “Por agora não temos nada a dizer”

Trata-se portanto da aplicação da chamada Lei da Rolha.

Deviam ter vergonha na cara e aproveitar para ler aqueles capítulos sobre o papel da informação numa sociedade livre.

O pior é que uma sociedade livre e informada pode pôr em causa o Vosso Altíssimo Poder.

E isso, oh ! Deuses na Terra, sería para Vós, intolerável.

Parece-me que o segredo de justiça vai continuar a ser violado. Suspeito….

O Conselho Superior de Magistratura (CSM) anunciou esta terça-feira que irá assumir os esclarecimentos sobre o ‘caso Madeleine’ em colaboração com o juiz de instrução de Portimão, sublinhando que de momento não se justifica qualquer informação pública, entretanto Clarence Mitchell assumiu-se hoje como porta-voz dos McCann, acreditando que são “vítimas inocentes”, abandonando desta forma o cargo de assessor de imprensa de Gordon Brown, PM britânico.

Pedro Simões, juiz de instrução de Portimão, pediu ao CSM autorização para explicar à comunicação social os procedimentos judiciais do caso, justificado pelo impacto do mesmo na opinião pública. Aquele órgão deu conta em nota informativa que era da responsabilidade do Ministério Público todas as informações e esclarecimentos relativos ao ‘caso Maddie’.

McCann: como a especulação me alimenta em gordas audiências

O autor do blogue Uma espécie de blog ficou zangado comigo.//static.flickr.com/1121/1400990599_f3b703f342

Tudo por causa duma mensagem que aqui citei sobre a especulação à volta do caso Maddie.

Eu gosto e sou leitor deste blogue

Caro Nuno, Entendeu mal o que eu quis dizer.

Obviamente a expressão "suicídio" é uma ironia. Um blogue existe por definição para falar de coisas e não para as calar. Escrevi (no meu antigo blogue) e escrevo regularmente aqui sobre temas mediáticos e com forte exposição pública. Aliás esse é o coração do Papel Principal. E aqui a questão não é sequer de audiências (tema que me ocupa grande parte da minha vida profissional).

Apenas acho que todos os jornalistas sabem quase nada sobre o que aconteceu a Maddie Maccan. E por isso são manipulados e intoxicados com informação tendenciosa.

Quase tudo o que sabemos resume-se a: desapareceu uma criança no Algarve. Como não há notícias, qualquer facto torna-se relevante. E aí entra a tal dimensão especulativa. Pegamos no pequeno facto e dedicamos páginas ou telejornais inteiros a dissecar a matéria como se fosse um rato de laboratório.

É a aplicação prática daquilo a que chamo a teoria da alimentação do cavalo.

Traduz-se na máxima: "Se não há notícias, inventam-se" Porquê? Porque dá audiências.

Aconselho a leitura de dois trechos de dois blogues sorbre o assunto:

http://movv.org/2007/09/12/gerry-mccann-pai-de-madeleine-mccann-peter-mccann-e-algumas-ligacoes-e-possibilidades-curiosas/

e ainda uma curiosa descrição da árvore de possbilidades de investigação neste caso "Crónicas de um atoleiro anunciado" (obrigado Carla pela dica) http://madeleinemaccann.blogspot.com/

17-Setembro-2007

McCann: ligações perigosas

Uma das coisas que mais me diverte na informação é a… especulação!

Isso mesmo.

Adoro uma boa teoria da conspiração. Um descanso para as almas ou uma libertina desassossega geral.

O pior é que a moda passou da conversa de café para as televisões.

Mas o universo dos blogs é o melhor para lançar uma bela confusão.

Vale ver o blog Quintus:

Gerry McCann, pai de Madeleine McCann, Peter McCann e algumas ligações e possibilidades curiosas… « Q u i n t u s

E se os pais da maddie forem realmente inocentes??? « Uma espécie de blog…

O “Uma espécie de blog” quer matar a imprensa livre.

Melhor: quer suicidar-se.

Porque se preocupa com os pais de Maddie, mas aproveita-os para escrever sobre eles.

Isso! Issso!

É isso mesmo que fazem os tablóides bem e a dita imprensa séria mal.

Já agora uma pergunta ao autor indignado deste blog: quantas visitas lhe rendeu este post?

E se os pais da maddie forem realmente inocentes??? « Uma espécie de blog…

Segunda-feira dia de ressaca mediática (comente aqui!)

As segundas-feiras são por definição dias sem notícias.//static.flickr.com/1308/1396514232_015600879a

Ao contrário das sextas onde todas as notícias sobram.

Os fins-de-semana são bons para acontecerem tragédias, como aviões despenhados ou tsunamis.

Excepto os fins de semana de eleições onde o silêncio é quase ensurdecedor.

Nesta segunda-feira nada se passa.

No futebol o Benfica, o Porto e o Sporting ganharam.

Pior: nenhum árbitro roubou nenhum penalti escandaloso e nem sequer um treinador esmurrou o adversário.

No lado civilizado das notícias os Maccan nem são presos, nem fogem.

Os tablóides dormem na forma enão divulgam nenhum pormenor esconso da intimidade da família de Maddie.

É por isso que as segundas-feiras são tum tédio.

E à falta de melhor continuaremos a discutir o chamado código de processo penal. Toda a gente fala dele mas acho que quase ninguém o leu ou sabe do ques está a falar.

A começar pelos jornalistas.

“Ninguém explica!”

Ufa! Ainda bem que amanhã é terça.

Nunca mais chega sábado para me rir com os relatos mentais do arquitecto Saraiva no Sol.

15-Setembro-2007

Patos bravos

O mundo das televisões já não é o que era.pato_de_borracha.gif

90 mil patos com gripe era motivo suficente para as três televisões abrirem dez especiais e anunciar a chegada da pandemia de gripe humana. Mas nada disso aconteceu.

Estou a ficar preocupado com a perda de tiques tablóides da informação televisiva. Do chamado “infortainement”. A saudável mistura da informação e do espectáculo. A televisão em estado puro. A televisão perfeita.

Mas não. Os patos estão a ser massacrados e nenhuma repórter histérica grita na tv. O terrível vírus H5N2 anda aí à solta e ninguém proclama a peste negra, o fim do mundo.

E porquê?

Bom, o grande mérito é da malta da saúde.

Ontem à noite, enquanto os veterinários e restante pessoal da agricultura jantava em casa com a família – talvez um arroz de pato no forno – a equipa da saúde ocupou os telejornais.

Na rtp o director-geral da saúde Francisco George ganhou a abertura ao caso Maddie Maccan, a subdirectora Graça de Freitas acampou no jornal da SIC e ainda apareceu Helena Rebelo de Andrade uma investigadora e perita do Centro Nacional da Gripe.

O povo ouviu e descansou.

Hoje, às 19 horas, fala do director-geral de veterinária.

Será que tudo vai continuar calmo no Jardim Zoológico português?

Ou as televisões abrirão a época da caça ao pato?

9-Agosto-2007

Montanha russa mediática

Filed under: Sem categoria — Pp @ 11:47
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Duvidei entre escrever como título desta mensagem “montanha russa” ou “roleta russa”.

Os pais de Madeleine enfrentam o terceiro prisma mediático. O da suspeita.

Primeiro foram contados na imprensa como negligentes. Por deixar 3 crianças pequenas a dormir sozinhas num quarto enquanto jantavam com amigos.

Depois apareceram nos jornais e televisões como coitadinhos. Como pessoas que perderam uma filha.

Esta forma de mediatização coincidiu com a fórmula coitadinhos-ajudem-nos.

Os papás mostraram-se muito e abriram as portas da intimidade.

Criaram um momento orgástico para televisões e jornais tablóides. Mas a televisão ganhou.

Agora chegou o terceiro ângulo: os vilões.

O filme mediático pega – ou está a ser usado – nas pistas que acusam os pais de Madeleine de serem suspeitos da morte da criança. É o contra-ataque dos jornais tablóides.

E o que fazem os mediáticos papás? Chamam a polícia por assédio mediático. E depois dão 2 entrevistas às televisão.

Este caso é uma verdadeira montanha russa.

Terá a PJ a última bala?

Até já estou a ver na televisão os inspectores rodeados de provas, ADN´s, cabelos e sangue a provar ao povo como resolveram o mistério.

E os papás são vitimas, negligentes ou culpados?

18-Junho-2007

Madeleine 45 dias de não notícias

Filed under: Sem categoria — Pp @ 1:20
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Madeleine desapareceu há 45 dias.
No último mês e meio só existiu uma única notícia
“Desapareceu uma menina inglesa no Algarve”
Tudo o resto é especulação, invenção, desepero dos pais, desculpa da polícia e negócio da imprensa.
Deve estar a ficar míope mas continuo a ver apenas a primeira e única notícia.
E claro compreendo que seja preciso “alimentar o cavalo” dos telespectadores famintos das novidades que não existem.
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