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22-Outubro-2007

O procurador é gonzo

Descobri o jornalismo mais-do-que-perfeito.

O jornalismo Gonzo.

Há dias em que apetece mesmo armar ao pingarelho e gonzar com o jornalismo.

Aliás o conceito de “Gonzo” segundo o que se escreve na enciclopédia wikipédia, aplica-se ao último homem a cair numa bebedeira colectiva.

Este conceito de jornalismo Gonzo aplica-se na perfeição ao jornalismo político e judicial que se faz em Portugal.

O exemplo perfeito é a entrevista do Sol ao Procurador-Geral da República. O jornalista e o procurador decidiram "gonzar" de nós.

Gonzo é um estilo de narrativa em jornalismo, cinematografia ou qualquer outra produção de media em que o narrador abandona qualquer pretensão de objetividade e se mistura profundamente com a acção

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19-Outubro-2007

Foi porreiro, pá.

A Presidência Portuguesa conseguiu o acordo dos 27 países da União para um novo tratado. Será o Tratado de Lisboa a assinar dia 13 de Dezembro.

Um grande momento merece sempre um bom sound-bite. Uma boa frase, curta, clara e que fique para a história.

Imagino que enquanto José Sócrates brindava com champanhe – não com vinho do Porto – ao novo tratado, os seus conselheiros de comunicação escreveram a seguinte frase:

"Nasceu hoje o novo Tratado de Lisboa. É uma vitória da Europa"

Foi a frase que o primeiro-ministro disse para a História.

Era o som perfeito. A imagem que nenhuma tv perderia.

Pois…

Mas um sound-bite bom só pode ser ultrapassado por… um sound-bite perfeito.

E foi o que aconteceu.

Contente, extasiado, aliviado e até animado pelas bolhas de champanhe, José Sócrates soltou o som do dia dirigindo-se a Durão Barroso, mesmo no fim da declaração à imprensa

"Foi porreiro, pá"

10-Outubro-2007

Especulação jornalística

Filed under: RTP,sic,tvi — Pp @ 0:22
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Especular é como fazer amor sem ejacular.

Abriu a caça

Filed under: RTP,sic,tvi — Pp @ 0:18
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Abriu a caça ao Zé.
SIC e TVI na corrida.
Popular apresentador pondera entre aceitar os convites ou partir para Lanzarote, ilha de escritores.
Polémica no canal público
RTP nega suspensão de Rodrigues dos Santos
Luís Marques, administrador da RTP, revelou ao SOL que «o Sr. Dr. José Rodrigues dos Santos não foi suspenso». O jornalista também não tem conhecimento de qualquer processo disciplinar e afirmou não ter medo do comunicado emitido pelo Conselho de Administração do canal público: «A razão da força pode estar do lado da Administração, mas a força da razão está do meu lado»

Sol

7-Outubro-2007

A revolta dos pivôs

Filed under: RTP,sic,tvi — Pp @ 18:45
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Rodrigo Guedes de Carvalho fala mal da SIC (DN)

José Rodrigues do Santos fala mal da RTP (na Pública)

Manuela Moura Guedes está na prateleira da TVI.

O que se passará com os apresentadores de notícias em Portugal?

Deu-lhes a maluqueira? Vão trocar de canal? Entre si?

Ou estão a treinar para o Big Brother?

Rodrigo Guedes de Carvalho dixit

Primeiro falei ao nível das audiências. E as audiências são públicas e notórias, não posso dizer que estamos a ganhar, quando estamos mal em audiências. Quem me preza, preza-me pela minha frontalidade. Mas as suas declarações não podem ser vistas como críticas?

De todo. Não estou a criticar ninguém. Teria que me incluir a mim próprio. Das minhas palavras não se pode aferir quebra de solidariedade com a SIC.

Mas diz que a crise é geral e que o está a deixar assustado, avisa que a televisão não se faz com tostões e lamenta a perda de arrojo. Isso não é criticar?

Cada um de nós tem palavras fetiche. Eu uso muito a palavra assustado, mas não é nesse sentido. Agora, não posso dizer que está um mar de rosas. A SIC foi vítima da sua própria história. Quando atingiu os 50% de sharesentia-se que aquilo não ia aguentar e hoje luta taco-a-taco com outros canais. Com a perda de monopólio da SIC, que arrasta informação e programação, e com a subida da TVI alavancada no Big Brother, houve mudança de públicos e a SIC está à procura de saber como vai reconquistar esse público.

Mas não põe em causa o projecto quando diz que a SIC não sobrevive com a ideia de poupar?

Eu não tenho queda para mártir. Não estou convencido do falhanço do projecto. Por contingências várias tem havido afastamento em relação à SIC generalista, mas hoje a SIC é um universo e não são só as audiências que pesam. A administração deu agora carta branca para investimento na área da informação. A SIC está com novo fôlego. Não podia integrar a direcção se não acreditasse nisso.

(via DIÁRIO DE NOTÍCIAS – Capa DN Domingo, 7 de Outubro de 2007

16-Setembro-2007

Ameaças de mau comportamento? Boa publicidade! (comente aqui!)

Não resisti.img6

O Correio da Manhã resolveu ganhar à TV Guia.

Será que isto é publicidade encapotada ao IKEA?

Ou simplesmente à excelência da cirúrgia plástica portuguesa.

Quanto à forma – forma, não formas! – gosto do título apelativo.

Gosto do sorriso.

Mas não percebo o que raio estão a fazer alí os candeeiros.

ah! É do IKEA.

Falando a sério.

Esta públicidade mascarada de notícia de jornal é a outra telenovela: as Chiquititas.

Quem ganhará a SIC ou a TVI.

Da RTP falo no próximo post.

Mamocas ao serviço da publicidade

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Pronto, rendo-me.

Cá está um excelente exemplo de marketing.

Vejamos: há uma telenovela. Essa telenovela tem uma atriz. O guião da telenovela diz que a atriz vai tirar a roupa. Pelo menos um bocadinho. A revista (TV Guia) diz que a actriz vai mostrar as suas "novas formas"

Claro que se uma actriz bonita tira a roupa na televisão o povo quer ver.

Mas se o povo souber antecipadamente o que se vai passar, ainda mais povo se vai juntar para ver.

Logo a actriz com belas formas mostradas na tv vai criar uma onda nas audiências.

E mais audiência quer dizer mais publicidade.

E publicidade mais cara.

E assim ganham todos: a televisão, a revista, o guionista e até o cirurgião plástico que criou as belas formas colocadas na actriz São José Correia.

15-Setembro-2007

Patos bravos

O mundo das televisões já não é o que era.pato_de_borracha.gif

90 mil patos com gripe era motivo suficente para as três televisões abrirem dez especiais e anunciar a chegada da pandemia de gripe humana. Mas nada disso aconteceu.

Estou a ficar preocupado com a perda de tiques tablóides da informação televisiva. Do chamado “infortainement”. A saudável mistura da informação e do espectáculo. A televisão em estado puro. A televisão perfeita.

Mas não. Os patos estão a ser massacrados e nenhuma repórter histérica grita na tv. O terrível vírus H5N2 anda aí à solta e ninguém proclama a peste negra, o fim do mundo.

E porquê?

Bom, o grande mérito é da malta da saúde.

Ontem à noite, enquanto os veterinários e restante pessoal da agricultura jantava em casa com a família – talvez um arroz de pato no forno – a equipa da saúde ocupou os telejornais.

Na rtp o director-geral da saúde Francisco George ganhou a abertura ao caso Maddie Maccan, a subdirectora Graça de Freitas acampou no jornal da SIC e ainda apareceu Helena Rebelo de Andrade uma investigadora e perita do Centro Nacional da Gripe.

O povo ouviu e descansou.

Hoje, às 19 horas, fala do director-geral de veterinária.

Será que tudo vai continuar calmo no Jardim Zoológico português?

Ou as televisões abrirão a época da caça ao pato?

17-Fevereiro-2007

A criatividade senhores, a criatividade

Filed under: RTP,sic,tvi — Pp @ 13:09
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As notícias estão uma chatisse pegada.
Não sei se tem notado ou se sequer partilham o meu ponto de vista.
Veja eu os jornais, ouvindo a rádio ou sendo contaminado pela radiação da televisão, tudo é um longo aborrecimento.
Poderiamos dizer que não há notícias ou que já estamos cansados da actuais, mas o problema parece-me mais profundo.
Tv´s, Rádios e Jornais são hoje meros repetidores de si próprios. Copiam-se, citam-se e alimentam-se em círculo vicioso.
A TSF fotocopia a Antena 1 e no RCP comenta-se o mesmo. A SIC notícias e a RTPN são iguais, excepto na cor de imagem. Público e DN escrevem o mesmo dia-sim-dia-não. Os jornais televisivos são iguais e citam rádios e jornais.

Dona Maria tira-me 50 fotocópias de jornalistas?
Mas o pior é a base desse alimento noticioso: A Agenda.
A Santa Agenda manda nas notícias por preguiça e inabilidade dos jornalistas, em particular os editores.
A agenda carregada de ministros, secretários, subsecretários, instituições, mofo, bolor, melgas, lixo.
E os jornalistas lá vão ajudando nesta carroça de eventos não notícia inventados pelos polítcos e agências de comunicação.
Resultado prático: os clientes estão a ficar fartos.
Os consumidores de notícias estão a abster-se em massa.
Os jornais perdem leitores e os directores – como o DN ou Público – são postos em causa ou mesmo demitidos. A rádio que já pouco vale, perdem ouvintes. A rádio das notícias claro, porque a rádio gira-discos sobe em flecha.
E a TV dos telejornais está a fugir para o AXN e FOX.
Pois é o entretinimento está a comer as notícias.
E porquê?
Porque a escolha dos jornalistas nos útimos anos deu prioridade aos operários produtivos. Pergunta-se sempre quantas notícias conseguem fazer por minuto, dia, semana.
Mas nunca se interoga se o candidato a jornalista tem curiosidade, inteligência comunicativa ou criatividade.´
Ainda por cima um criativo é subversivo para a autoridade do toti-potenciário Editor Agendeiro Imbecil e Mangas de Alpaca.
Parece-me que a hora da Criação está a chegar.
Mas pode demorar ainda mais 10 anos a florir.

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