Escrevi um post anterior sobre os pivôs de televisão e principalmente sobre as declarações do jornalista e apresentador de televisão José Rodrigues do Santos.
Pois a polémica vai cheia na blogosfera.
No abrupto o blog de Pacheco Pereira.
Escrevi um post anterior sobre os pivôs de televisão e principalmente sobre as declarações do jornalista e apresentador de televisão José Rodrigues do Santos.
Pois a polémica vai cheia na blogosfera.
No abrupto o blog de Pacheco Pereira.
Rodrigo Guedes de Carvalho fala mal da SIC (DN)
José Rodrigues do Santos fala mal da RTP (na Pública)
Manuela Moura Guedes está na prateleira da TVI.
O que se passará com os apresentadores de notícias em Portugal?
Deu-lhes a maluqueira? Vão trocar de canal? Entre si?
Ou estão a treinar para o Big Brother?
Rodrigo Guedes de Carvalho dixit
Primeiro falei ao nível das audiências. E as audiências são públicas e notórias, não posso dizer que estamos a ganhar, quando estamos mal em audiências. Quem me preza, preza-me pela minha frontalidade. Mas as suas declarações não podem ser vistas como críticas?
De todo. Não estou a criticar ninguém. Teria que me incluir a mim próprio. Das minhas palavras não se pode aferir quebra de solidariedade com a SIC.
Mas diz que a crise é geral e que o está a deixar assustado, avisa que a televisão não se faz com tostões e lamenta a perda de arrojo. Isso não é criticar?
Cada um de nós tem palavras fetiche. Eu uso muito a palavra assustado, mas não é nesse sentido. Agora, não posso dizer que está um mar de rosas. A SIC foi vítima da sua própria história. Quando atingiu os 50% de sharesentia-se que aquilo não ia aguentar e hoje luta taco-a-taco com outros canais. Com a perda de monopólio da SIC, que arrasta informação e programação, e com a subida da TVI alavancada no Big Brother, houve mudança de públicos e a SIC está à procura de saber como vai reconquistar esse público.
Mas não põe em causa o projecto quando diz que a SIC não sobrevive com a ideia de poupar?
Eu não tenho queda para mártir. Não estou convencido do falhanço do projecto. Por contingências várias tem havido afastamento em relação à SIC generalista, mas hoje a SIC é um universo e não são só as audiências que pesam. A administração deu agora carta branca para investimento na área da informação. A SIC está com novo fôlego. Não podia integrar a direcção se não acreditasse nisso.
(via DIÃRIO DE NOTÃCIAS – Capa DN Domingo, 7 de Outubro de 2007
O mundo das televisões já não é o que era.
90 mil patos com gripe era motivo suficente para as três televisões abrirem dez especiais e anunciar a chegada da pandemia de gripe humana. Mas nada disso aconteceu.
Estou a ficar preocupado com a perda de tiques tablóides da informação televisiva. Do chamado “infortainement”. A saudável mistura da informação e do espectáculo. A televisão em estado puro. A televisão perfeita.
Mas não. Os patos estão a ser massacrados e nenhuma repórter histérica grita na tv. O terrível vírus H5N2 anda aí à solta e ninguém proclama a peste negra, o fim do mundo.
E porquê?
Bom, o grande mérito é da malta da saúde.
Ontem à noite, enquanto os veterinários e restante pessoal da agricultura jantava em casa com a família – talvez um arroz de pato no forno – a equipa da saúde ocupou os telejornais.
Na rtp o director-geral da saúde Francisco George ganhou a abertura ao caso Maddie Maccan, a subdirectora Graça de Freitas acampou no jornal da SIC e ainda apareceu Helena Rebelo de Andrade uma investigadora e perita do Centro Nacional da Gripe.
O povo ouviu e descansou.
Hoje, às 19 horas, fala do director-geral de veterinária.
Será que tudo vai continuar calmo no Jardim Zoológico português?
Ou as televisões abrirão a época da caça ao pato?
As notícias estão uma chatisse pegada.
Não sei se tem notado ou se sequer partilham o meu ponto de vista.
Veja eu os jornais, ouvindo a rádio ou sendo contaminado pela radiação da televisão, tudo é um longo aborrecimento.
Poderiamos dizer que não há notícias ou que já estamos cansados da actuais, mas o problema parece-me mais profundo.
Tv´s, Rádios e Jornais são hoje meros repetidores de si próprios. Copiam-se, citam-se e alimentam-se em círculo vicioso.
A TSF fotocopia a Antena 1 e no RCP comenta-se o mesmo. A SIC notícias e a RTPN são iguais, excepto na cor de imagem. Público e DN escrevem o mesmo dia-sim-dia-não. Os jornais televisivos são iguais e citam rádios e jornais.
Dona Maria tira-me 50 fotocópias de jornalistas?
Mas o pior é a base desse alimento noticioso: A Agenda.
A Santa Agenda manda nas notícias por preguiça e inabilidade dos jornalistas, em particular os editores.
A agenda carregada de ministros, secretários, subsecretários, instituições, mofo, bolor, melgas, lixo.
E os jornalistas lá vão ajudando nesta carroça de eventos não notícia inventados pelos polítcos e agências de comunicação.
Resultado prático: os clientes estão a ficar fartos.
Os consumidores de notícias estão a abster-se em massa.
Os jornais perdem leitores e os directores – como o DN ou Público – são postos em causa ou mesmo demitidos. A rádio que já pouco vale, perdem ouvintes. A rádio das notícias claro, porque a rádio gira-discos sobe em flecha.
E a TV dos telejornais está a fugir para o AXN e FOX.
Pois é o entretinimento está a comer as notícias.
E porquê?
Porque a escolha dos jornalistas nos útimos anos deu prioridade aos operários produtivos. Pergunta-se sempre quantas notícias conseguem fazer por minuto, dia, semana.
Mas nunca se interoga se o candidato a jornalista tem curiosidade, inteligência comunicativa ou criatividade.´
Ainda por cima um criativo é subversivo para a autoridade do toti-potenciário Editor Agendeiro Imbecil e Mangas de Alpaca.
Parece-me que a hora da Criação está a chegar.
Mas pode demorar ainda mais 10 anos a florir.
Vi hoje pela primeira vez o Provedor da RTP na televisão.
Foi um tédio. Uma seca. Um marasmo.
Se a intenção foi escolher um provedor para adormecer os telespectadores, então acertaram.
E agora…. minhas senhoras e meus senhores… o Provedor Soneca…
De facto quando se quer inventar algo mau, consegue-se.
Já agora o que vi do provedor resume-se a um velhinho apresentando testemunhos individuais e absolutamente subjectivos a deambular sobre a TV que gostariam de ter.
Oh diabo… mas não é isso mesmo que qualquer director de programas competente faz?
Senhor provedor, reforme-se! O seu trabalho como sociólogo não merece ficar escurecido com o belo presente que lhe ofereceram.