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7-Novembro-2007

Porto e Benfica, golos e pernas partidas

A comunicação televisiva quase dispensa palavras de explicação.

E o gesto é tudo, para mostrar o quase tudo.

Vi, como muitos apaixonados pelo futebol, as duas partidas europeias do F.C. Porto e do Benfica.

Fiz o chamado zapping entre fintas, faltas e ocasiões de golo.

Retratei na minha memória emocional dois momentos de pura comunicação.

O primeiro magistral. Com um jogador do F.C. do Porto chamado Tarik Sektioui a fintar meia equipa francesa e a marcar um golo à Maradona.

Festejou e saiu aplaudido em pé.

O segundo brutal. Com um jogador do Benfica Bynia a dar uma patada na perna esticada e apoiada dum jogador adversário.

Foi expulso. Pergunto-me como estará aquela perna.

Tirando a bola, o futebol de ontem deu-me dois momentos de comunicação: o mais belo e o mais desgraçado.

31-Outubro-2007

Notícias rápidas, leves e gostosas = estômago vazio

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Há uma nova tendência mediática. Aquilo a que os norte-americanos chamam as notícias  McNuggett .

São imediatas, rápidas, enxutas e saborosas; mas não enchem a barriga. Não nos deixam satisfeitos, portanto.

Do que pesquisei existem principalmente 3 razões para este crescimento deste tipo de informação:

1.  A feroz competição pela cada vez mais curta atenção que dedicamos às notícias (e ao resto)

2. O aumento exponencial da oferta. Com luz, barulho, brilhantes e tudo o resto para nos atrair

3. E o aparecemento do infortainement. É a mistuta de informação e entretenimento, vestidos de notícias.

29-Outubro-2007

Isabel Figueira dá ideias a jornalistas

A melhor coisa que se pode dizer a um jornalista é “não diga isto…” ou utilizar a variante “isso não é notícia…”

É aquilo a que se chama “arranjar lenha para se queimar”.

Foi o que fez Isabel Figueira. Bebeu uns copos e foi apanhada pela polícia.

Mas o mais divertido é que para piorar a situação ainda acrescentou algum “picante” à notícia inicial.

Disse ela: “não se associe este episódio à recente separação do futebolista César Peixoto”.

Dito e feito.

Alcoolizada
Isabel Figueira apanhada em operação stop da PSP

Depois de um jantar entre amigos, seguido de um desfile de moda, na passada quinta-feira, Isabel Figueira pegou no carro e foi surpreendida por uma operação stop na Avenida 24 de Julho, em Lisboa.

“Nunca me tinha acontecido nada do género em cinco anos de carta. Só bebi duas cervejas e, para dizer a verdade, nem sabia muito bem qual era o limite permitido. O que percebi disto tudo é que uma pessoa não pode beber um copo de vinho ou duas cervejas que é logo apanhada”, contou Isabel Figueira, que só pede que não se associe este episódio à recente separação do futebolista César Peixoto. “Não façam dramas de que a Isabel se mete nos copos. Sempre gostei de beber a minha cerveja com os amigos. No meio disto tudo espero apenas não ter desiludido os meus fãs.”

in Correio da Manhã

26-Outubro-2007

Teoria do Cardume

Filed under: Geral,jornalismo,media — Pp @ 10:44
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Os jornalistas são como um cardume de peixes.

Todos se movem livremente, mas apenas até aos justos limites do grupo de peixes.

É certo que alguns estão no lado de fora e outros no centro do cardume.

Mas se algum sai para longe de mais do grupo é comido pelos tubarões.

Este cardume de peixes tem geometria variável e ora se transforma numa matilha de lobos, ora num rebanho de ovelhas.

Se der matilha são tablóides e panfeletários. Se der rebanho são carneirada obediente.

Em qualquer dos casos quer os mares, quer os os pastos são propriedade dos poderosos.

Políticos, banqueiros, ricos e influentes. Os tubarões portanto.

25-Outubro-2007

Títulos mortais

Há títulos verdadeiramente mortais.Matam tudo. Até a notícia.

Como o do Sol com a troca de Hospital do Barreiro por Hospital do Berreiro.

Um título à Independente ou uma gralha?

Hospital do Berreiro conta cinco fetos-mortos desde Setembro

Desde 20 de Setembro que o Hospital do Barreiro registou cinco fetos-mortos, uma «coincidência infeliz», dizem os responsáveis em notícia adiantada pela Antena1, que representa um valor próximo do total de 2006

in Sol

(via Hospital do Berreiro… « A ovelha perdida

Bebés, coincidencias e o raio das estatísticas

Um bebé morto na barriga da mãe é uma tragédia.

Cinco bebés mortos num mesmo hospital é “uma coincidencia infeliz

Vale bem o prémio nobel ao sound-bite patético do ano.

Quem vê ou ouve pode acreditar num primeiro momento. Mas a eficácia desta declaração substitui-se rapidamente pela dúvida.

Instalada e permanente.

E o raio dos consumidores de notícias são desconfiados pra burro.

São intuitivos e emocionais.

Um choque frontal com a frieza dos médicos a contar mortos.

Cinco fetos-mortos no Hospital do Barreiro desde Setembro DR “Coincidência infeliz” O Hospital do Barreiro registou cinco fetos-mortos desde 20 de Setembro, um valor próximo do total de 2006 e que foi explicado como uma “coincidência infeliz”, noticiou hoje a rádio Antena 1.
Cinco fetos-mortos no Hospital do Barreiro desde Setembro –

RTP Informação

23-Outubro-2007

Agência de comunicação finge jornalismo

Uma agência de comunicação – a LPM – começo a trabalhar no parlamento.

A LPM é uma das mais importantes e melhores agências de comunicação que conheço.

Tão importante que geriu mediaticamente as últimas campanhas do actual Presidente e do actual Primeiro-Ministro.

Mas o que faz uma agência de comunicação num parlamento?

Para mim, é óbvio: faz "lobbyng", faz pressão, tenta convencer os deputados da bondade das posições dos seus clientes.

O responsável pela empresa diz que não. Mas afinal para que serve uma agência de comunicação?

Não será para servir os interesses das empresas que compram os seus serviços? Para empurrar a "bola mediatica" a favor dos interesses delas?

Agora quanto ao método é que não sei qual será.

Pode ser igual ao dos jornalistas parlamentares que trocam notícias por fretes políticos nos jornais ou mais à americana explicando aos deputados o ponto de vista certo. Tipo delegados de propaganda médica. Mas de medicamentos – leia-se empresas – de marca.

Marca Sócrates ou Marca Cavaco. Dois jogadores de luxo actualmente no activo.

Agência de comunicação já está a trabalhar no ParlamentopxTRANS

23.10.2007

A agência LPM-Comunicação arrancou ontem um serviço de acompanhamento da actividade parlamentar com o objectivo de fornecer informação às instituições, companhias e grupos de interesse com quem a agência trabalha, disse à Lusa o presidente da empresa.
Luís Paixão Martins explicou à agência Lusa que o serviço, denominado Radar Legislativo, oferece informação sobre as actividades parlamentares aos clientes da LPM sem que, no entanto, se possa classificar esta actividade como "lobbying", que por definição visa influenciar os decisores políticos.
O responsável falava à margem do debate peninsular Ágora, a decorrer em Badajoz (Espanha).
Luís Paixão Martins, que foi responsável pelas últimas campanhas eleitorais de José Sócrates e de Cavaco Silva, pediu, em Janeiro passado ao presidente da Assembleia da Republica, Jaime Gama, que fosse concedido aos seus funcionários "um sistema de acreditação parlamentar" para acompanhamento dos trabalhos.
in Público

22-Outubro-2007

Menezes com a boca seca

Filed under: frase do dia,media,politica,RTP,televisão — Pp @ 12:51
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Um dos mais valiosos conselhos que se dá a alguém que vai falar na tv ou na rádio é que beba água.

Beba antes e beba durante.

É que um voz precisa de estar húmida para sair claro.

Óbvio que em televisões como a RTP cabe à produção dar água aos entrevistados.

Mas há alguns – como Menezes – que tem muita sede, e bebem tudo depressa.

A produção não tinha plano B e Menezes ficou à seca.

Seria nervos, ou, o Correio da Manhã avançou um outra explicação. Em forma de negação, mas está lá.

A entrevista com Menezes ficou marcada pela falta de água. Por outras palavras, o social-democrata bem cedo bebeu a que a produção lhe pôs à frente. Mesmo depois de acabar, o político continuou a levar o copo à boca, mas água… nem vê-la. Só, depois, nos bastidores é que voltou a satisfazer as necessidades.Luís Filipe Menezes, que não consome bebidas alcoólicas, garante quem o conhece bem, gosta muito de água.
Correio da Manhã

O procurador é gonzo

Descobri o jornalismo mais-do-que-perfeito.

O jornalismo Gonzo.

Há dias em que apetece mesmo armar ao pingarelho e gonzar com o jornalismo.

Aliás o conceito de “Gonzo” segundo o que se escreve na enciclopédia wikipédia, aplica-se ao último homem a cair numa bebedeira colectiva.

Este conceito de jornalismo Gonzo aplica-se na perfeição ao jornalismo político e judicial que se faz em Portugal.

O exemplo perfeito é a entrevista do Sol ao Procurador-Geral da República. O jornalista e o procurador decidiram "gonzar" de nós.

Gonzo é um estilo de narrativa em jornalismo, cinematografia ou qualquer outra produção de media em que o narrador abandona qualquer pretensão de objetividade e se mistura profundamente com a acção

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