Papel Principal

8-Dezembro-2007

Marcação homem-a-homem

Filed under: choque frontal,jornal,jornalismo,media — Pp @ 11:12

Os dois tablóides da nossa praça estão numa curiosa escalada de conflito.

Aparentemente o “24 horas” decidiu escrever uma coluna diária sobre os erros do “Correio da Manhã”.

O povo do “Correio da Manhã” não levou a bem, fez birra e queixa à autoridade reguladora da comunicação social. É uma telenovela divertida de seguir e provavelmente vai aumentar as vendas dos dois jornais.

Se a moda pega entre os SOL e o EXPRESSO os dois jornais podem superar os 20 kilos de papel. Precisam dum caderno separado para relatar os erros do concorrente.

Já entre o PÚBLICO e o DN a luta será desleal.

É que o PÚBLICO dedica-se a suicidar-se sózinho, prevendo a vitória em referendos na Venezuela.

A bola de cristal do PÚBLICO está enevoada e por isso o DN mantém-se caladinho como um rato

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Ver se cola

Filed under: especulação,jornalismo,politica,televisão — Pp @ 0:27

As notícias duma taxa especial sobre os sacos plásticos dos supermercados e da cobrança aos consumidores dos futuros contadores da luz, parecem-me publicidade enganosa.

Na realidade julgo que representam aquilo a que se chamaria em bom português o “atirar o barro à parede”.

Depois é só esperar. Depois de lançar a granada de comunicação, entenda-se.

Se o povo e os jornais resmungarem muito – como no caso dos sacos de plástico – retira-se a medida.

De preferência arranja-se um cordeiro pascal com a função de ajudante de ministro para defender o projecto ou para desmentir a ideia estúpida.

O povo fica irritado, os jornalistas agradecem: de manhã tem um notícia, à noite, um desmentido.

30-Novembro-2007

O Pacheco Pereira finalmente acertou uma

Filed under: jornalismo,media,politica — Pp @ 15:45

Do blog de Pacheco Pereira, um conhecido talibán anti-jornalistas.

O Blog é o Abrupto e o Senhor Pacheco Pereira é um intelectual disfarçado de político. Ou será o contrário.

Cito-o aqui porque me parece – em muito tempo – que tem razão.

A fábrica de chouriços ou o sistema de embalagem automática Grupo De Interesse/Agência De Comunicação/Jornalista Desmiolado/Jornal Em Busca De Audiências começa a ser descarada.



“Cada vez mais os jornalistas tem a informação que lhes dão e não a que procuram. Isto faz uma diferença abissal.

*


A menina (…) estava a comer na cozinha, quando a TV lhe deu a nova. Começou a dar murros na cabeça, na mesa, até acalmar no colo da ‘mãe’.
(Destaque da página 20 do caderno principal do Expresso desta semana, com conteúdo semelhante no corpo do texto.)

Gostaria de saber como é que o Expresso garante a fiabilidade desta informação. Foi-lhe dada por quem, e com que credibilidade? Caso tenha sido apenas informação da família que actualmente mantém consigo a menor em causa, considero isto um insulto ao leitor, mais até do que uma enorme manifestação de incompetência. Mas pode ser que haja uma boa justificação… Aguardo desenvolvimentos. (Tiago Azevedo Fernandes)”


 

26-Novembro-2007

Como despedir um popular

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Despedir uma estrela é sempre uma má decisão.

No limite poderemos perguntar quanto nos custa manter essa estrela.

Os exemplos do futebol são aqui muito reveladores. Quando um jogador faz uma birra ou diz que quer sair do clube, pouco ou nada os clubes podem fazer.

É tudo uma questão de números.

Numa empresa de comunicação os números medem-se em audiências. Ou se preferirem, em popularidade.

E aqui entre Almerindo Marques e José Rodrigues do Santos a distância é abissal.

O monstro e a bela.

E como diz a frase "em casa de ferreiro, espeto de pau"

31-Outubro-2007

Notícias rápidas, leves e gostosas = estômago vazio

Filed under: dicas,jornalismo,media — Pp @ 12:12
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Há uma nova tendência mediática. Aquilo a que os norte-americanos chamam as notícias  McNuggett .

São imediatas, rápidas, enxutas e saborosas; mas não enchem a barriga. Não nos deixam satisfeitos, portanto.

Do que pesquisei existem principalmente 3 razões para este crescimento deste tipo de informação:

1.  A feroz competição pela cada vez mais curta atenção que dedicamos às notícias (e ao resto)

2. O aumento exponencial da oferta. Com luz, barulho, brilhantes e tudo o resto para nos atrair

3. E o aparecemento do infortainement. É a mistuta de informação e entretenimento, vestidos de notícias.

26-Outubro-2007

Teoria do Cardume

Filed under: Geral,jornalismo,media — Pp @ 10:44
Tags: , , ,

Os jornalistas são como um cardume de peixes.

Todos se movem livremente, mas apenas até aos justos limites do grupo de peixes.

É certo que alguns estão no lado de fora e outros no centro do cardume.

Mas se algum sai para longe de mais do grupo é comido pelos tubarões.

Este cardume de peixes tem geometria variável e ora se transforma numa matilha de lobos, ora num rebanho de ovelhas.

Se der matilha são tablóides e panfeletários. Se der rebanho são carneirada obediente.

Em qualquer dos casos quer os mares, quer os os pastos são propriedade dos poderosos.

Políticos, banqueiros, ricos e influentes. Os tubarões portanto.

25-Outubro-2007

Títulos mortais

Há títulos verdadeiramente mortais.Matam tudo. Até a notícia.

Como o do Sol com a troca de Hospital do Barreiro por Hospital do Berreiro.

Um título à Independente ou uma gralha?

Hospital do Berreiro conta cinco fetos-mortos desde Setembro

Desde 20 de Setembro que o Hospital do Barreiro registou cinco fetos-mortos, uma «coincidência infeliz», dizem os responsáveis em notícia adiantada pela Antena1, que representa um valor próximo do total de 2006

in Sol

(via Hospital do Berreiro… « A ovelha perdida

23-Outubro-2007

Agência de comunicação finge jornalismo

Uma agência de comunicação – a LPM – começo a trabalhar no parlamento.

A LPM é uma das mais importantes e melhores agências de comunicação que conheço.

Tão importante que geriu mediaticamente as últimas campanhas do actual Presidente e do actual Primeiro-Ministro.

Mas o que faz uma agência de comunicação num parlamento?

Para mim, é óbvio: faz "lobbyng", faz pressão, tenta convencer os deputados da bondade das posições dos seus clientes.

O responsável pela empresa diz que não. Mas afinal para que serve uma agência de comunicação?

Não será para servir os interesses das empresas que compram os seus serviços? Para empurrar a "bola mediatica" a favor dos interesses delas?

Agora quanto ao método é que não sei qual será.

Pode ser igual ao dos jornalistas parlamentares que trocam notícias por fretes políticos nos jornais ou mais à americana explicando aos deputados o ponto de vista certo. Tipo delegados de propaganda médica. Mas de medicamentos – leia-se empresas – de marca.

Marca Sócrates ou Marca Cavaco. Dois jogadores de luxo actualmente no activo.

Agência de comunicação já está a trabalhar no ParlamentopxTRANS

23.10.2007

A agência LPM-Comunicação arrancou ontem um serviço de acompanhamento da actividade parlamentar com o objectivo de fornecer informação às instituições, companhias e grupos de interesse com quem a agência trabalha, disse à Lusa o presidente da empresa.
Luís Paixão Martins explicou à agência Lusa que o serviço, denominado Radar Legislativo, oferece informação sobre as actividades parlamentares aos clientes da LPM sem que, no entanto, se possa classificar esta actividade como "lobbying", que por definição visa influenciar os decisores políticos.
O responsável falava à margem do debate peninsular Ágora, a decorrer em Badajoz (Espanha).
Luís Paixão Martins, que foi responsável pelas últimas campanhas eleitorais de José Sócrates e de Cavaco Silva, pediu, em Janeiro passado ao presidente da Assembleia da Republica, Jaime Gama, que fosse concedido aos seus funcionários "um sistema de acreditação parlamentar" para acompanhamento dos trabalhos.
in Público

14-Outubro-2007

Maddie, dois pais e os testes de genética

Filed under: jornal,jornalismo,media — Pp @ 13:28
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A busca de Maddie passou agora a ser a “busca do pai de Maddie”.

É a tredução da velha teoria da alimentação do cavalo. Quando não há novidade sobre uma notícia apelativa na óptica pública – leia-se das audiências e vendas – então temos que “alimentar o cavalo” dando-lhe palha de menor qualidade ou mesmo ração industrial (repetição das notícias velhas até á exaustão.

Só por isso se busca não o pai de Maddie mas um dador de esperma anónimo no Reino Unido.

A menos que o dador de esperma tenha afinal decidido assumir a paternidade, resgatar a mãe da criança e planear uma fuga para o Japão.

E todos viveram felizes para sempre.

A palavra “viveram” é a minha manifestação de optimismo.

A edição de hoje do «24 horas» avança que o verdadeiro pai de Madeleine McCann já foi identificado pelas autoridades britânicas a pedido da polícia portuguesa.

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