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9-Dezembro-2007

Tenho vontade de matar um entrevistado!

Ás vezes quando procuro o entrevistado perfeito, engano-me.

Geralmente a experiência acumulada ao longo dos anos e o percurso normal da procura e escolha da pessoa certa para falar dum determinado assunto, é suficente para conseguir evitar uma catástrofe.

E a catástrofe é fazer uma chata e deprimente entrevista que não tem interesse nenhum.

Em suma trabalhar para o boneco e aborrecer quem nos vê ou ouve.

É nesses momentos que a única coisa que queremos é matar o animal do entrevistado.

Para depois nos suicidarmos nós, claro!

Ora esse sentimento está espelhado de forma soberba no blog Garotas que Dizem Ni

e neste link

Se eu fosse produtora de um programa de entrevistas na televisão, já teria assassinado uma boa meia dúzia de convidados. E nem estou falando do Tom Cruise, que subiu no sofá da Oprah, saltitou e deu gritinhos – porque isso foi surto, mas alavancou audiência. Falo daqueles entrevistados que, por mais que a TV já tenha completado 57 anos, ainda não entenderam o procedimento de aparecer nela.

Seria mais fácil entregar a cada um dos iminentes participantes de entrevistas uma lista de regras óbvias. Foram instituídas lá em mil novecentos e Hebe-Camargo-Menina, mas alguns insistem em esquecê-las:

Não balance essa cadeira!
O sujeitinho nem bem sentou na poltrona, já começa a pipocar os pés no chão girando no eixo pra lá e pra cá. Não entendem que o telespectador fica mareado com aquele balanço? Mas também seria bom queimar o produtor que coloca uma cadeira giratória no palco… Mete lá um sofá ou um banquinho de madeira, melhor coisa. Entrevistado tem pulga na cueca.

Não bote a mão no microfone!
A haste do microfone devia dar choques de 220 volts em quem encostasse ali sem ser repórter. Porque ô mania que essa gente tem de querer afagar (e afanar) o instrumento de trabalho do jornalista, avemaria.

Não rele na lapela!
Será possível que eles jamais recordam de estar com um microfone de lapela? E a cada vez que dizem “porque quando EU fiz tal coisa”, lá vai a mãozona atropelar o aparelhinho e causar um Xugstaramrram no áudio. Não bastasse, ainda acham de abraçar o apresentador e falar coisas nesse momento – que a gente não escuta devido o microfone de lapela estar esmagado entre os dois peitos.

Fale alto!
Roubar o microfone ou atropelá-lo, eles sabem. Já falar em um volume audível para alguém além de cães com ouvidos ultrassônicos, aí não conseguem. E o entrevistador é obrigado a repetir, pela milésima vez, “fala um pouquinho mais alto, fulano, e perto do microfone”. Daí ele eleva o som – mas, por causa da bronca, se envergonha e começa a se balançar na cadeira. É dose…

Abaixa a porcaria da TV!
O pior entrevistado, no entanto, não é aquele que se abala até o estúdio, mas o que surge via telefone. No afã de ser ouvido pela massa (ou de gravar em vídeo sua espetacular participação), o tipinho coloca o volume do televisor no máximo. E lá vem o manjadíssimo “Alô, Solange… Abaixa um pouquinho sua TV, Solange…”. Grrr! Se eu fosse produtora de TV, mandaria capangas atrás da Solange. E de quase todos os entrevistados

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8-Dezembro-2007

Quatro palavras, quatro doentes e quatro imbecis

Filed under: blogosfera,saúde,som do dia,televisão — Pp @ 0:48

Li no blogue da BLOGotinha um retrato digno duma repórter.

O relato mostra que tal como na televisão, bastam poucas, ou quase nenhuma palavra para que qualquer leitor/telespectador veja tudo e depressa.

É a cena cinamatográfica do abandono dum centro de saúde.

Metafóricamente é também o abandono dos doentes. Neste caso da Gotinha.

Vale ler e comentar.

Intervalinho Colectivo

11:20H

Caminho em direcção ao Centro de Saúde por causa do meu atestado médico. Deparo-me com a seguinte cena: a médica, a enfermeira, a administratva e mais 2 homens (presumo que delegados de propaganda médica) a entrarem para os carros. Pergunto se vão sair. Respondem-me que vão “fazer um intervalinho.”

– E demoram?

– É só tomar café!

Vejo-os a sair em 2 carros e entro no centro de saúde. O Centro de Saúde está ocupado com apenas 4 doentes. Não há um único funcionário. Isto será normal? Acontecerá noutros Centros de Saúde?! Acho tudo isto muito surreal. Claro que têm direito ao seu “intervalinho” mas será que têm que ir todos juntos? Todos ao mesmo tempo deixando o centro abandonado de responsáveis??! Não é a primeira vez que isto acontece. É a segunda vez que presencio mas seguntos os doentes da sala de espera é algo que acontece todos os dias.

Há coisas fantásticas, não há?!

BLOGotinha

2-Dezembro-2007

Republique-se, diga estupidez e faça-se merecedor de crédito

Uma das coisas mais divertidas dum blogue é a sua excessiva visibilidade e falsa sensação de credibilidade.
Vejam só, eu posso escrever aqui a maior alarvidade do mundo e muitos leitores podem acreditar apenas porque está escrito em letra de forma.
É mais ou menos como os jornais ou as televisões.
Podem escrever, dizer ou mostrar as coisas mais bizarras ou surrealistas, mas todos nós tendemos a acreditar nelas.
Amplificar e credibilizar. Quem aprender estas duas palavras terá longa vida mediática.

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