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30-Novembro-2007

Os bombeiros de Santarém fazem filmes porno?

Filed under: Geral — Pp @ 18:05

Eu sabia que estas alterações do clima não iam ter bons resultados.

Um Verão sem calor e com poucos incêndios só podia acabar num Outono “quente” num quartel dos bombeiros.

Aparentemente e inspirados num qualquer filme XXX os bombeiros de Santarém dedicaram-se a fazer e a filmar cenas de sexo envolvendo um bombeiro e duas bombeiras.

Uau!

Ainda agora entraram neste negócio das reportagens e filmes e já querem argumentos compostos.

Está bom de ver que apareceu outro bombeiro com ciúmes de não ter aparecido nas fimagens e zangado com o mundo decidiu insultar o comandante a armou um grande banzé.

Resultado: está aberto um processo disciplinar.~

Será que está sob segredo de justiça? Ou passa logo à noite na SIC Radical a desoras?

 

 

Santarém: sexo em quartel de bombeiros

A direcção dos Bombeiros Municipais de Santarém abriu um processo de averiguações interno depois de um elemento acusar outro de ter andado a gabar-se que filmou com o telemóvel uma sessão de sexo no quartel, noticia a Lusa.

Segundo fonte da corporação, citada pela agência noticiosa, o alegado autor dessa filmagem, que incluiria o queixoso e outras duas bombeiras, negou que alguma vez a tenha feito ou que se tenha gabado do caso.

No entanto, o queixoso insultou o comandante que lhe moveu um processo disciplinar e abriu um processo de averiguações do caso.

Todos os envolvidos são bombeiros voluntários, pelo que estão fora da alçada disciplinar da autarquia mas o vereador responsável pela Protecção Civil, Ramiro Matos, admite que o caso possa levar a outras medidas.

«É um processo disciplinar e estamos a avaliar o ilícito que pode ser meramente disciplinar ou judicial», afirmou o vereador que não quis tecer mais comentários sobre o caso.

Até ao momento, ainda não foi provado que o filme tenha efectivamente existido ou mesmo que o quartel tenha sido palco de uma sessão de sexo.

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O Pacheco Pereira finalmente acertou uma

Filed under: jornalismo,media,politica — Pp @ 15:45

Do blog de Pacheco Pereira, um conhecido talibán anti-jornalistas.

O Blog é o Abrupto e o Senhor Pacheco Pereira é um intelectual disfarçado de político. Ou será o contrário.

Cito-o aqui porque me parece – em muito tempo – que tem razão.

A fábrica de chouriços ou o sistema de embalagem automática Grupo De Interesse/Agência De Comunicação/Jornalista Desmiolado/Jornal Em Busca De Audiências começa a ser descarada.



“Cada vez mais os jornalistas tem a informação que lhes dão e não a que procuram. Isto faz uma diferença abissal.

*


A menina (…) estava a comer na cozinha, quando a TV lhe deu a nova. Começou a dar murros na cabeça, na mesa, até acalmar no colo da ‘mãe’.
(Destaque da página 20 do caderno principal do Expresso desta semana, com conteúdo semelhante no corpo do texto.)

Gostaria de saber como é que o Expresso garante a fiabilidade desta informação. Foi-lhe dada por quem, e com que credibilidade? Caso tenha sido apenas informação da família que actualmente mantém consigo a menor em causa, considero isto um insulto ao leitor, mais até do que uma enorme manifestação de incompetência. Mas pode ser que haja uma boa justificação… Aguardo desenvolvimentos. (Tiago Azevedo Fernandes)”


 

29-Novembro-2007

Fóruns, antenas abertas e outras falas na rádio

Filed under: dicas,mediatraining,radio — Pp @ 22:36
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O povo gosta de falar na rádio.

Não sei se gosta de falar na rádio, ou de se ouvir na rádio.

Os importantes, vip´s, políticos, peritos e comentadores também gostam de se ouvir.

E de influenciar o mundo pela palavra.

Mas nestes programas há uns cromos que aparecem quase sempre e se o assunto é árido, notam-se a léguas. São os profissionais dos “programas do paleio”.

Ora decidi democratizar o acesso a estes fóruns de chamadas telefónicas contando alguns dos segredos que o podem fazer a si – caro leitor – um caso de sucesso na rádio.

Já agora importa ficar a saber que primeiro é preciso entrar para depois impressionar. 

  1. Ligue para a rádio logo que abram as inscrições. Fique atento. Geralmente as rádios escolhem uma hora regular para divulgar o tema e o telefone para onde ligar. Como geralmente só há um produtor do outro lado da linha prepare-se para carregar muitas vezes no botão de “repetir a chamada”

  2. Seja paciente. A espera pode levar até meia-hora até conseguir a sua inscrição.

  3. Uma boa táctica para conseguir subir na lista de entrada “no ar” é oferecer nessa primeira chamada uma frase forte ou resposta atractiva ao tema.~

  4. Desligue o rádio antes de entrar no ar. Evita o “feed-back”, aquele assobio agudo na rádio. As estações de rádio colocam no seu telefone o som que está a sair na rádio.

  5. Identifique-se. Se a sua função ou trabalho for importante ou relevante para o tema, diga-o. Dá-lhe credibilidade e distingue-o do “povo” que fala ao seu lado.

  6. Escreva num papel os dois ou três pontos que quer tocar na sua intervenção. Não para ler, mas para saber. E que sejam coisas simples e curtas.

  7. Se vai citar factos ou números, cite as fonte

  8. Seja simpático, não seja bronco nem rude. Não ataque os outros ouvintes ou o jornalista que conduz o programa.

  9. Não se esqueça que uma das funções do moderador é manter um programa com bom ritmo. Por isso não se aborreça se ele o interromper quando se está a alargar em argumentos longos e desinteressantes.~

  10. Sobre estes programas, perceba que 8 em cada 10 ouvintes são conservadores para não dizer reacionários. Mesmo que pareçam  comunistas, são consevadores do seu status quo. E esses grupos organizam-se profissional e metódicamente para ocupar os espaços nas antenas abertas.

(mais em Wal-Mart Member Education Kit May 2005)

28-Novembro-2007

Merche a privacidade e a imagem

As palavras leva-as o vento, as imagens ficam-nos na cabeça.aniv. merche

É como dizer que não com a boca e que sim com a cabeça.

A agência de comunicação "Maya Eventos" decidiu fazer uma promoção do aniversário da estrela Merche Romero.

E depois… algo deve ter corrido mal.

Resultado: marcha-atrás com toda a força.

Comunicado de imprensa acompanhado de imagem sugestiva.

Palavras a dizer que não, imagens a gritar que sim.

NA SEQUÊNCIA DA INFORMAÇÃO Á IMPRENSA QUE FIZEMOS ESTA MANHÃ, VIMOS MANISFESTAR O PEDIDO DE MERCHE ROMERO, DE QUE A IMPRENSA PERMITA QUE FESTEJE O SEU ANIVERSÁRIO EM PRIVACIDADE.

Com os melhores cumprimentos,

Maya

27-Novembro-2007

Porque não lhe oferecem uma pistola?

Este doutor Clementina conseguiu fazer pior do que aqueles polícias que atiram para o ar e matam um inocente numa perseguição.

De uma só penada arrasou as polícias que tem de controlar, mostrou que não está a fazer nada de útil e suicidou-se mediáticamente.

É o chamado “jackpot” de burrice. No sentido figurativo e da comunicação.

Concorre com Scolari ao prémio  bronco do ano. 

Que belo atirador furtivo me saiu Senhor Doutor Tangerina. 

António Clemente Lima, inspector-geral da Administração Interna
“Há incompetência a mais na polícia”

“Há para aí muita ‘cowboyada’ de filme na mentalidade de alguns polícias”
“Alguns jovens oficiais da GNR encaram o cidadão como inimigo”

“A autoridade não se defende a tiro” e “o resultado de uma infracção de trânsito não pode ser a pena de morte”. A afirmação é do juiz-desembargador que nos últimos dois anos tem observado e fiscalizado as polícias. Em entrevista, a primeira desde que dirige a Inspecção-Geral da Administração Interna, António Clemente Lima denuncia que “há muita impertinência, muita intolerância e muita impaciência por parte da polícia”.

Tabaco ou a resistência dos fumadores

“Há muita gente ansiosa por Janeiro para se vingar dos fumadores.”

António Conde Pinto, presidente da Unihsnor – União das Empresas de Hotelaria, a propósito da nova Lei do Tabaco que entra em vigor a 1 de Janeiro de 2008. Diário de Notícias, 27/11/2007

Frase do dia.

Porque será?

Vale pelo “sound-bite”. Demonstra quanto os hoteleiros e donos dos restaurantes são quase tão retrógados como os taxistas.

Em termos de comunicação fez uma bela frase. Para os que não querem fumar, mas respirar – como eu – soa-me a ofensa.

26-Novembro-2007

Como despedir um popular

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Despedir uma estrela é sempre uma má decisão.

No limite poderemos perguntar quanto nos custa manter essa estrela.

Os exemplos do futebol são aqui muito reveladores. Quando um jogador faz uma birra ou diz que quer sair do clube, pouco ou nada os clubes podem fazer.

É tudo uma questão de números.

Numa empresa de comunicação os números medem-se em audiências. Ou se preferirem, em popularidade.

E aqui entre Almerindo Marques e José Rodrigues do Santos a distância é abissal.

O monstro e a bela.

E como diz a frase "em casa de ferreiro, espeto de pau"

9-Novembro-2007

As vacinas ganham eleições

Qual a razão principal para tornar a vacina do cancro do colo do útero grátis?

As próximas eleições. Ganhar as próximas eleições.

Sem estudos científicos ou técnicos disponíveis que suportem o anúncio do primeiro-ministro tratou-se de pura manobra política.

Aliás quando um governante toma uma decisão ao arrepio ou sob completa ausência de estudos de suporte justifica-a sempre como uma decisão política. Como se as decisões políticas num país civilizado não tivessem que ter razões fortes.

Claro que o primeiro-ministro não quer saber disto. Não lhe convém. É a política.

O mesmo José Sócrates nos atira com estudos de peritos para justificar a escolha da Ota para o novo aeroporto ou a inocuidade da inceneração de resíduos perigosos, omite a sua ausência no caso da vacina.

Transforma a decisão num mero artifício ou meio para atingir o seu fim: ganhar as eleições.

Tal como Durão Barroso – lembram-se – quando prometeu e ofereceu a vacina contra a meningite.

Caro Dr. Filipe Menezes comece já a procurar uma vacina para o guindar ao poder. É uma palavra mágica.

Mas faça como os outros: decida primeiro e arranje depois umas justificações duns médicos quaisquer.

7-Novembro-2007

Porto e Benfica, golos e pernas partidas

A comunicação televisiva quase dispensa palavras de explicação.

E o gesto é tudo, para mostrar o quase tudo.

Vi, como muitos apaixonados pelo futebol, as duas partidas europeias do F.C. Porto e do Benfica.

Fiz o chamado zapping entre fintas, faltas e ocasiões de golo.

Retratei na minha memória emocional dois momentos de pura comunicação.

O primeiro magistral. Com um jogador do F.C. do Porto chamado Tarik Sektioui a fintar meia equipa francesa e a marcar um golo à Maradona.

Festejou e saiu aplaudido em pé.

O segundo brutal. Com um jogador do Benfica Bynia a dar uma patada na perna esticada e apoiada dum jogador adversário.

Foi expulso. Pergunto-me como estará aquela perna.

Tirando a bola, o futebol de ontem deu-me dois momentos de comunicação: o mais belo e o mais desgraçado.

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