Papel Principal

18-Setembro-2007

McCann: como a especulação me alimenta em gordas audiências

O autor do blogue Uma espécie de blog ficou zangado comigo.//static.flickr.com/1121/1400990599_f3b703f342

Tudo por causa duma mensagem que aqui citei sobre a especulação à volta do caso Maddie.

Eu gosto e sou leitor deste blogue

Caro Nuno, Entendeu mal o que eu quis dizer.

Obviamente a expressão "suicídio" é uma ironia. Um blogue existe por definição para falar de coisas e não para as calar. Escrevi (no meu antigo blogue) e escrevo regularmente aqui sobre temas mediáticos e com forte exposição pública. Aliás esse é o coração do Papel Principal. E aqui a questão não é sequer de audiências (tema que me ocupa grande parte da minha vida profissional).

Apenas acho que todos os jornalistas sabem quase nada sobre o que aconteceu a Maddie Maccan. E por isso são manipulados e intoxicados com informação tendenciosa.

Quase tudo o que sabemos resume-se a: desapareceu uma criança no Algarve. Como não há notícias, qualquer facto torna-se relevante. E aí entra a tal dimensão especulativa. Pegamos no pequeno facto e dedicamos páginas ou telejornais inteiros a dissecar a matéria como se fosse um rato de laboratório.

É a aplicação prática daquilo a que chamo a teoria da alimentação do cavalo.

Traduz-se na máxima: "Se não há notícias, inventam-se" Porquê? Porque dá audiências.

Aconselho a leitura de dois trechos de dois blogues sorbre o assunto:

http://movv.org/2007/09/12/gerry-mccann-pai-de-madeleine-mccann-peter-mccann-e-algumas-ligacoes-e-possibilidades-curiosas/

e ainda uma curiosa descrição da árvore de possbilidades de investigação neste caso "Crónicas de um atoleiro anunciado" (obrigado Carla pela dica) http://madeleinemaccann.blogspot.com/

2 comentários »

  1. A verdade nunca vendeu muito papel

    Comentar por r.filgueira — 19-Setembro-2007 @ 7:32 | Responder

  2. “Merdalhas”

    Uma medalha significa muito para algumas pessoas, mas para mim é apenas uma peça de metal. Tem valor simbólico é verdade, mas mesmo assim continua sendo uma peça insignificante de metal. Um diploma é um pedaço de papel e também não prova muita coisa. Existem profissionais que preenchem as paredes de seus escritórios com trezentos diplomas, mas eu preferia mesmo era ver uma parede mais elegantemente utilizada, com uma bela foto ou pintura.
    Claro que eu quero que o médico que cuida da minha gastrite seja o mais preparado possível e que tenha passado por uma Universidade, mas estou me lixando para o diploma que ele conseguira na Alemanha, na França ou em Coxixola. Só quero que ele receite o veneno certo para eu tomar. Nada mais.
    Não me interessa o disco de ouro de nenhum cantor, só peço que ele não desafine no palco. Ganhar o Nobel certamente seria uma grande honra em qualquer das categorias premiadas, mas mesmo aí aconteceram equívocos e injustiças imperdoáveis. Terroristas já ganharam o Nobel da Paz (Yasser Arafat, por exemplo), embusteiros já receberam o Nobel de Medicina, teorias brilhantes como a da Relatividade, de Einstein, não levaram o prêmio.
    Sartre esnobou quando soube que ganhara o prêmio Nobel de Literatura nos anos sessenta e nem mesmo fora recebê-lo. Marlon Brando ridicularizou o Oscar que ganhou e pediu para um índio ir pega-lo.
    Os Beatles receberam as medalhas que a rainha da Inglaterra lhes oferecera, a MBI, mas o quarteto fantástico fez tanta chacota que acabou causando um mal-estar nos nobres cidadãos que já tinham recebido com todo gabo e toda pompa a mesma medalha recebida pelos músicos. Personalidades que haviam recebido a medalha por grandes serviços prestados ao país se revoltaram ao ser colocados no mesmo patamar que uma banda pop, mas ficou patente que para a medalha que eles tanto valorizavam os garotos de Liverpool não davam a mínima.
    John Lennon depois devolveu a sua medalha em protesto contra a invasão da Irlanda pelos ingleses, Paul disse que ia esconder a sua numa caixa de sapato e George brincou dizendo que não esperava que a medalha tão supervalorizada fosse apenas um pedaço de couro. O que Ringo fez, eu não sei. Eles eram os Beatles, não eram? Uma banda que entrou para a história como o maior fenômeno da música em todos os tempos, que tirou o rock da condição de música para os quadris e o dignificou com belas melodias e letras memoráveis, que mudou toda uma geração, que tem as músicas mais executadas e conhecidas do mundo, certamente não daria a mesma importância que um medíocre burocrata de escritório daria para uma medalha de couro.

    Wandecy Medeiros: Fulano, Beltrano e Sicrano

    Comentar por Wandecy Medeiros - Patos - PB — 30-Setembro-2007 @ 15:58 | Responder


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