Especulação jornalística
Especular é como fazer amor sem ejacular.
Abriu a caça ao Zé.SIC e TVI na corrida.Popular apresentador pondera entre aceitar os convites ou partir para Lanzarote, ilha de escritores.Polémica no canal públicoRTP nega suspensão de Rodrigues dos SantosLuís Marques, administrador da RTP, revelou ao SOL que «o Sr. Dr. José Rodrigues dos Santos não foi suspenso». O jornalista também não tem conhecimento de qualquer processo disciplinar e afirmou não ter medo do comunicado emitido pelo Conselho de Administração do canal público: «A razão da força pode estar do lado da Administração, mas a força da razão está do meu lado»
Rodrigo Guedes de Carvalho fala mal da SIC (DN)José Rodrigues do Santos fala mal da RTP (na Pública)
Manuela Moura Guedes está na prateleira da TVI.
O que se passará com os apresentadores de notícias em Portugal?
Deu-lhes a maluqueira? Vão trocar de canal? Entre si?
Ou estão a treinar para o Big Brother?
Rodrigo Guedes de Carvalho dixit
Primeiro falei ao nível das audiências. E as audiências são públicas e notórias, não posso dizer que estamos a ganhar, quando estamos mal em audiências. Quem me preza, preza-me pela minha frontalidade. Mas as suas declarações não podem ser vistas como críticas?
De todo. Não estou a criticar ninguém. Teria que me incluir a mim próprio. Das minhas palavras não se pode aferir quebra de solidariedade com a SIC.
Mas diz que a crise é geral e que o está a deixar assustado, avisa que a televisão não se faz com tostões e lamenta a perda de arrojo. Isso não é criticar?
Cada um de nós tem palavras fetiche. Eu uso muito a palavra assustado, mas não é nesse sentido. Agora, não posso dizer que está um mar de rosas. A SIC foi vítima da sua própria história. Quando atingiu os 50% de sharesentia-se que aquilo não ia aguentar e hoje luta taco-a-taco com outros canais. Com a perda de monopólio da SIC, que arrasta informação e programação, e com a subida da TVI alavancada no Big Brother, houve mudança de públicos e a SIC está à procura de saber como vai reconquistar esse público.
Mas não põe em causa o projecto quando diz que a SIC não sobrevive com a ideia de poupar?
Eu não tenho queda para mártir. Não estou convencido do falhanço do projecto. Por contingências várias tem havido afastamento em relação à SIC generalista, mas hoje a SIC é um universo e não são só as audiências que pesam. A administração deu agora carta branca para investimento na área da informação. A SIC está com novo fôlego. Não podia integrar a direcção se não acreditasse nisso.
(via DIÃRIO DE NOTÃCIAS - Capa DN Domingo, 7 de Outubro de 2007
Luís Filipe Menezes tem pinta.
E muita experiência nas lides mediáticas.
E de vez em quando é muito divertido ver um jornalista com esperteza saloia ser devidamente toureado por um artista da política.
É raro, precisa de ser bem feito, mas a faena é de alto grau de entretenimento. Quando acontece. E aconteceu.
Luís Filipe Menezes marcou um conferência de imprensa para anunciar se ficava na Camara de Gaia ou não.
Por definição a um conferência de imprensa é um acto simultâneo onde TODOS os jornalistas ouvem AO MESMO TEMPO o que alguém tem a dizer. E depois fazem perguntas e ouvem respostas.
Mas a SIC teve muita, muita pressa.
E tentou passar a perna a toda a concorrência. Apanhando Menezes na rua no caminho para o almoço.
E Menezes com a maior naturalidade do mundo e mesmo apanhado à má-fila, sorriu, virou-se para a repórter, enquadrou-se no plano da camera e disparou sem ponta de azedume:
” Vai desculpar-me, mas vai ter que aguardar uma hora, para lhe responder a essa pergunta. Agora, se me permite vou almoçar com o meu filho”
Bom timing, boa cara, boa frase.
Perfeito.
Só me pergunto: os editores da SIC são tolos ou masoquistas? Por colocar este “vivo” sem substância, sem interesse e onde ficam mal na fotografia.

Santana Lopes fez uma birra e saiu dos estúdio da SIC antes do fim da entrevista.
Tudo porque a entrevista foi cortada no momento em que treinador de futebol José Mourinho chegou ao aeroporto de Lisboa.
O ex-primeiro-ministro e também conhecido futeboleiro não gostou e saiu.
Quer Santana Lopes quer José Mourinho são mediaticamente fortes.
E ambos tem um ego maior que a Lua Cheia. Talvez pelo somatório destas duas condições, ambos tem lugar reservado nas televisões.
O problema complica-se quando se tentam colocar dois galos no mesmo poleiro. E aí algum dos egos pode ficar amachucado.
Mas até na hora de sair Pedro Santana Lopes bate a porta com televisivo estrondo. E recusa-se a ser passado para trás de um “treinador de futebol”.
Pois é já dizia o tio Artur: Duas vacas sagradas só podem partilhar o mesmo espaço numa chega de bois.
E quando dois sóis estão na mesma orbita só pode haver faísca.

Santana Lopes abandona entrevista à SIC Notícias cortada pela chegada de Mourinho
O social-democrata Pedro Santana Lopes abandonou ontem uma entrevista que estava a dar à SIC Notícias sobre as eleições do PSD depois da sua intervenção ter sido interrompida por um directo sobre a chegada de José Mourinho a Lisboa. “Eu vim aqui com sacrifício pessoal, e sou interrompido por um treinador de futebol… Acho que o país está doido. Não vou continuar a entrevista, acho que o país tem que aprender”, afirmou Santana Lopes, antes de sair dos estúdios.
outras vistas sobre o tema:
http://comunicamos.wordpress.com/2007/09/27/santana-lopes-vs-mourinho/
http://teknomatika.wordpress.com/2007/09/27/santana-lopes-da-licao-a-sic-noticias/
Parece que a moda do telefone chegou para ficar.
Depois dos SMS´s do despedido José Mourinho agora foi a vez de Ana Marques.
"Está lá? É a a ex-apresentadora dum programa de televisão?"
Vou já a correr desligar o meu gravador de chamadas e bloquear as mensagens recebidas no telemóvel. Se calhar o melhor mesmo é desistir de usar o telemóvel. Ou ter um secreto.
Antigamente estes casos tratavam-se pessoalmente. Mas é sempre preferível telefonar para anunciar más novas do que dar a cara.
Dar a cara é para quem trabalha na TV. Ainda.
Ana Marques soube por telefone que programa termina
Ana Marques, apresentadora do Essência, na SIC Mulher, soube por telefone que o seu programa iria acabar. O talk show, emitido em directo de segunda a sexta-feira, às 18.15, foi uma das apostas do canal para o início deste ano.
O DN falou com Ana Marques, que confirmou a chamada telefónica recebida antes de ir de férias, em que a directora do canal, Sofia Carvalho, a informou de que "o programa iria acabar". "Não conheço as razões por que acabou. São opções deles. Mas a porta não está fechada", disse a apresentadora.
in DN
O mundo das televisões já não é o que era.
90 mil patos com gripe era motivo suficente para as três televisões abrirem dez especiais e anunciar a chegada da pandemia de gripe humana. Mas nada disso aconteceu.
Estou a ficar preocupado com a perda de tiques tablóides da informação televisiva. Do chamado “infortainement”. A saudável mistura da informação e do espectáculo. A televisão em estado puro. A televisão perfeita.
Mas não. Os patos estão a ser massacrados e nenhuma repórter histérica grita na tv. O terrível vírus H5N2 anda aí à solta e ninguém proclama a peste negra, o fim do mundo.
E porquê?
Bom, o grande mérito é da malta da saúde.
Ontem à noite, enquanto os veterinários e restante pessoal da agricultura jantava em casa com a família - talvez um arroz de pato no forno - a equipa da saúde ocupou os telejornais.
Na rtp o director-geral da saúde Francisco George ganhou a abertura ao caso Maddie Maccan, a subdirectora Graça de Freitas acampou no jornal da SIC e ainda apareceu Helena Rebelo de Andrade uma investigadora e perita do Centro Nacional da Gripe.
O povo ouviu e descansou.
Hoje, às 19 horas, fala do director-geral de veterinária.
Será que tudo vai continuar calmo no Jardim Zoológico português?
Ou as televisões abrirão a época da caça ao pato?
Uma palavra forte faz milagres na hora de ser-se citado pela imprensa.
Pinto Balsemão acusa Governo de fúria legislativa contra empresas do
sector
O presidente do grupo Impresa, Francisco Pinto Balsemão, acusou hoje o Governo de querer travar o aproveitamento pelas empresas das inovações tecnológicas na área de media através de uma “fúria legislativa” e de uma “estratégia de cerco”.
“A fúria legislativa não pára”. O Governo propõe e o Parlamento aprova regulamentações para todos os gostos”, apontou Pinto Balsemão durante um jantar-debate organizado pela Confederação Portuguesa dos Meios de Comunicação Social subordinado ao tema “Os Media e a Transição para o Digital”.
As notícias estão uma chatisse pegada.
Não sei se tem notado ou se sequer partilham o meu ponto de vista.
Veja eu os jornais, ouvindo a rádio ou sendo contaminado pela radiação da televisão, tudo é um longo aborrecimento.
Poderiamos dizer que não há notícias ou que já estamos cansados da actuais, mas o problema parece-me mais profundo.
Tv´s, Rádios e Jornais são hoje meros repetidores de si próprios. Copiam-se, citam-se e alimentam-se em círculo vicioso.
A TSF fotocopia a Antena 1 e no RCP comenta-se o mesmo. A SIC notícias e a RTPN são iguais, excepto na cor de imagem. Público e DN escrevem o mesmo dia-sim-dia-não. Os jornais televisivos são iguais e citam rádios e jornais.
Dona Maria tira-me 50 fotocópias de jornalistas?
Mas o pior é a base desse alimento noticioso: A Agenda.
A Santa Agenda manda nas notícias por preguiça e inabilidade dos jornalistas, em particular os editores.
A agenda carregada de ministros, secretários, subsecretários, instituições, mofo, bolor, melgas, lixo.
E os jornalistas lá vão ajudando nesta carroça de eventos não notícia inventados pelos polítcos e agências de comunicação.
Resultado prático: os clientes estão a ficar fartos.
Os consumidores de notícias estão a abster-se em massa.
Os jornais perdem leitores e os directores - como o DN ou Público - são postos em causa ou mesmo demitidos. A rádio que já pouco vale, perdem ouvintes. A rádio das notícias claro, porque a rádio gira-discos sobe em flecha.
E a TV dos telejornais está a fugir para o AXN e FOX.
Pois é o entretinimento está a comer as notícias.
E porquê?
Porque a escolha dos jornalistas nos útimos anos deu prioridade aos operários produtivos. Pergunta-se sempre quantas notícias conseguem fazer por minuto, dia, semana.
Mas nunca se interoga se o candidato a jornalista tem curiosidade, inteligência comunicativa ou criatividade.´
Ainda por cima um criativo é subversivo para a autoridade do toti-potenciário Editor Agendeiro Imbecil e Mangas de Alpaca.
Parece-me que a hora da Criação está a chegar.
Mas pode demorar ainda mais 10 anos a florir.