Papel Principal

30-Janeiro-2008

Desfazer um ministro da saúde

Arquivado em: politica, saúde — Pp @ 11:32
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Brilhante.

Ou o rolo compressor da televisão.

O que vale é que vem aí outra ministra para cilindrar. 

Como se desfaz um ministro 

Primeiro monta-se uma metódica campanha de assassinato político, com a prestimosa colaboração das televisões-tablóide. Depois passa-se a mensagem de que “o ministro é insustentável”…

9-Dezembro-2007

Chamem a polícia

 

Descubra as diferenças destas duas notícias.

A semelhanças são óbvias. A questão da segurança é a mais mediatizável de todas. Porque envolve risco de vida. Tal e qual como as questões da saúde. Eu disse saúde e não política de saúde.

Pois bem, se o assunto é importante e fá capa de jornal, os políticos cavalgam a onda.

O que é dificil no país aborrecidamente calmo como o nosso.

Será que podemos pagar uma visita de estudo aos líderes do PSD e do CDS a Caracas?

Pode ser que eles lá fiquem ou que sejam contratados como repórteres de casos de polícia.

Lá é que é emocionante.

Aqui é dá mais aquelas histórias do desemprego ou dos impostos.

 

Casal português assassinado à punhalada em Caracas

Um casal de portugueses foi assassinado ontem à punhalada na sua residência em Caracas, por dois assaltantes que se fizeram passar por pintores, disseram vizinhos das vítimas.

 

Líder do PSD considera “insustentável” situação de insegurança no país

O líder do PSD, Luís Filipe Menezes, afirmou ontem à noite em Cantanhede que “a situação de insegurança no país está a atingir limites insustentáveis”. O ministro dos Assuntos Parlamentares recusou a ideia e defendeu que Portugal “é seguro e sério”.

8-Dezembro-2007

Ver se cola

Arquivado em: especulação, jornalismo, politica, televisão — Pp @ 0:27

As notícias duma taxa especial sobre os sacos plásticos dos supermercados e da cobrança aos consumidores dos futuros contadores da luz, parecem-me publicidade enganosa.

Na realidade julgo que representam aquilo a que se chamaria em bom português o “atirar o barro à parede”.

Depois é só esperar. Depois de lançar a granada de comunicação, entenda-se.

Se o povo e os jornais resmungarem muito – como no caso dos sacos de plástico – retira-se a medida.

De preferência arranja-se um cordeiro pascal com a função de ajudante de ministro para defender o projecto ou para desmentir a ideia estúpida.

O povo fica irritado, os jornalistas agradecem: de manhã tem um notícia, à noite, um desmentido.

30-Novembro-2007

O Pacheco Pereira finalmente acertou uma

Arquivado em: jornalismo, media, politica — Pp @ 15:45

Do blog de Pacheco Pereira, um conhecido talibán anti-jornalistas.

O Blog é o Abrupto e o Senhor Pacheco Pereira é um intelectual disfarçado de político. Ou será o contrário.

Cito-o aqui porque me parece – em muito tempo – que tem razão.

A fábrica de chouriços ou o sistema de embalagem automática Grupo De Interesse/Agência De Comunicação/Jornalista Desmiolado/Jornal Em Busca De Audiências começa a ser descarada.



“Cada vez mais os jornalistas tem a informação que lhes dão e não a que procuram. Isto faz uma diferença abissal.

*


A menina (…) estava a comer na cozinha, quando a TV lhe deu a nova. Começou a dar murros na cabeça, na mesa, até acalmar no colo da ‘mãe’.
(Destaque da página 20 do caderno principal do Expresso desta semana, com conteúdo semelhante no corpo do texto.)

Gostaria de saber como é que o Expresso garante a fiabilidade desta informação. Foi-lhe dada por quem, e com que credibilidade? Caso tenha sido apenas informação da família que actualmente mantém consigo a menor em causa, considero isto um insulto ao leitor, mais até do que uma enorme manifestação de incompetência. Mas pode ser que haja uma boa justificação… Aguardo desenvolvimentos. (Tiago Azevedo Fernandes)”


 

9-Novembro-2007

As vacinas ganham eleições

Qual a razão principal para tornar a vacina do cancro do colo do útero grátis?

As próximas eleições. Ganhar as próximas eleições.

Sem estudos científicos ou técnicos disponíveis que suportem o anúncio do primeiro-ministro tratou-se de pura manobra política.

Aliás quando um governante toma uma decisão ao arrepio ou sob completa ausência de estudos de suporte justifica-a sempre como uma decisão política. Como se as decisões políticas num país civilizado não tivessem que ter razões fortes.

Claro que o primeiro-ministro não quer saber disto. Não lhe convém. É a política.

O mesmo José Sócrates nos atira com estudos de peritos para justificar a escolha da Ota para o novo aeroporto ou a inocuidade da inceneração de resíduos perigosos, omite a sua ausência no caso da vacina.

Transforma a decisão num mero artifício ou meio para atingir o seu fim: ganhar as eleições.

Tal como Durão Barroso – lembram-se – quando prometeu e ofereceu a vacina contra a meningite.

Caro Dr. Filipe Menezes comece já a procurar uma vacina para o guindar ao poder. É uma palavra mágica.

Mas faça como os outros: decida primeiro e arranje depois umas justificações duns médicos quaisquer.

31-Outubro-2007

Pensamentos e sound-bites

Arquivado em: frase do dia, pensamento do dia, politica — Pp @ 12:00
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Se dez por cento dos pensamentos dos políticos fossem falados, teríamos uma tonelada de sound-bites por dia.

Alô Procurador, escuto!

O problema do Procurador não é ser escutado, é que não o escutem.

Por isso atribuio-lhe o Nobel da Comunicação Papel Principal. Pela ondulação criada pela sua entrevista. Pelo sorriso trocista na comissão parlamentar. Aposto que até deve ter trocado sms´s de brincadeira com os seus amigos.

Este homem promete. Só falta agora ler-mos num qualquer jornal declarações bombásticas do Procurador a dizer mal do Sócrates e do Cavaco.

Escutas ilegais, claro.  Mas tão saborosas.

23-Outubro-2007

Agência de comunicação finge jornalismo

Uma agência de comunicação – a LPM – começo a trabalhar no parlamento.

A LPM é uma das mais importantes e melhores agências de comunicação que conheço.

Tão importante que geriu mediaticamente as últimas campanhas do actual Presidente e do actual Primeiro-Ministro.

Mas o que faz uma agência de comunicação num parlamento?

Para mim, é óbvio: faz "lobbyng", faz pressão, tenta convencer os deputados da bondade das posições dos seus clientes.

O responsável pela empresa diz que não. Mas afinal para que serve uma agência de comunicação?

Não será para servir os interesses das empresas que compram os seus serviços? Para empurrar a "bola mediatica" a favor dos interesses delas?

Agora quanto ao método é que não sei qual será.

Pode ser igual ao dos jornalistas parlamentares que trocam notícias por fretes políticos nos jornais ou mais à americana explicando aos deputados o ponto de vista certo. Tipo delegados de propaganda médica. Mas de medicamentos – leia-se empresas – de marca.

Marca Sócrates ou Marca Cavaco. Dois jogadores de luxo actualmente no activo.

Agência de comunicação já está a trabalhar no ParlamentopxTRANS

23.10.2007

A agência LPM-Comunicação arrancou ontem um serviço de acompanhamento da actividade parlamentar com o objectivo de fornecer informação às instituições, companhias e grupos de interesse com quem a agência trabalha, disse à Lusa o presidente da empresa.
Luís Paixão Martins explicou à agência Lusa que o serviço, denominado Radar Legislativo, oferece informação sobre as actividades parlamentares aos clientes da LPM sem que, no entanto, se possa classificar esta actividade como "lobbying", que por definição visa influenciar os decisores políticos.
O responsável falava à margem do debate peninsular Ágora, a decorrer em Badajoz (Espanha).
Luís Paixão Martins, que foi responsável pelas últimas campanhas eleitorais de José Sócrates e de Cavaco Silva, pediu, em Janeiro passado ao presidente da Assembleia da Republica, Jaime Gama, que fosse concedido aos seus funcionários "um sistema de acreditação parlamentar" para acompanhamento dos trabalhos.
in Público

22-Outubro-2007

Menezes com a boca seca

Arquivado em: RTP, frase do dia, media, politica, televisão — Pp @ 12:51
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Um dos mais valiosos conselhos que se dá a alguém que vai falar na tv ou na rádio é que beba água.

Beba antes e beba durante.

É que um voz precisa de estar húmida para sair claro.

Óbvio que em televisões como a RTP cabe à produção dar água aos entrevistados.

Mas há alguns – como Menezes – que tem muita sede, e bebem tudo depressa.

A produção não tinha plano B e Menezes ficou à seca.

Seria nervos, ou, o Correio da Manhã avançou um outra explicação. Em forma de negação, mas está lá.

A entrevista com Menezes ficou marcada pela falta de água. Por outras palavras, o social-democrata bem cedo bebeu a que a produção lhe pôs à frente. Mesmo depois de acabar, o político continuou a levar o copo à boca, mas água… nem vê-la. Só, depois, nos bastidores é que voltou a satisfazer as necessidades.Luís Filipe Menezes, que não consome bebidas alcoólicas, garante quem o conhece bem, gosta muito de água.
Correio da Manhã

O procurador é gonzo

Descobri o jornalismo mais-do-que-perfeito.

O jornalismo Gonzo.

Há dias em que apetece mesmo armar ao pingarelho e gonzar com o jornalismo.

Aliás o conceito de “Gonzo” segundo o que se escreve na enciclopédia wikipédia, aplica-se ao último homem a cair numa bebedeira colectiva.

Este conceito de jornalismo Gonzo aplica-se na perfeição ao jornalismo político e judicial que se faz em Portugal.

O exemplo perfeito é a entrevista do Sol ao Procurador-Geral da República. O jornalista e o procurador decidiram "gonzar" de nós.

Gonzo é um estilo de narrativa em jornalismo, cinematografia ou qualquer outra produção de media em que o narrador abandona qualquer pretensão de objetividade e se mistura profundamente com a acção

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