Papel Principal

10-Dezembro-2007

Um artista da bola e do ego

Arquivado como: comunicação, ego, futebol, mourinho, relações públicas — Pp @ 21:23

José Mourinho continua na sua senda “sou tão bom que até me doi a cara”

Um treinador de futebol pode aceitar um novo contrato ou declinar a proposta.

Um treinador pode ser despedido, dispensado ou abandonar o cargo.

Mas José Mourinho inventou a nova fórmula EGOCENTRICA: excluí-me!

Não importam os outros nem o convite, nem a oferta.

Apenas o EU.

Tipo a minha é maior que a tua.

 

José Mourinho em comunicado à Gestifute Media

“Auto excluí-me da selecção inglesa”

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9-Dezembro-2007

Chamem a polícia

Arquivado como: Psd, caracas, cds, media, meneses, paulo portas, politica, políticos, segurança, venezuela — Pp @ 13:38

 

Descubra as diferenças destas duas notícias.

A semelhanças são óbvias. A questão da segurança é a mais mediatizável de todas. Porque envolve risco de vida. Tal e qual como as questões da saúde. Eu disse saúde e não política de saúde.

Pois bem, se o assunto é importante e fá capa de jornal, os políticos cavalgam a onda.

O que é dificil no país aborrecidamente calmo como o nosso.

Será que podemos pagar uma visita de estudo aos líderes do PSD e do CDS a Caracas?

Pode ser que eles lá fiquem ou que sejam contratados como repórteres de casos de polícia.

Lá é que é emocionante.

Aqui é dá mais aquelas histórias do desemprego ou dos impostos.

 

Casal português assassinado à punhalada em Caracas

Um casal de portugueses foi assassinado ontem à punhalada na sua residência em Caracas, por dois assaltantes que se fizeram passar por pintores, disseram vizinhos das vítimas.

 

Líder do PSD considera “insustentável” situação de insegurança no país

O líder do PSD, Luís Filipe Menezes, afirmou ontem à noite em Cantanhede que “a situação de insegurança no país está a atingir limites insustentáveis”. O ministro dos Assuntos Parlamentares recusou a ideia e defendeu que Portugal “é seguro e sério”.

Tanto Spin Até Estonteia « A Educação do meu Umbigo

Arquivado como: educação, governo, manipulação, spin doctor — Pp @ 0:39

O blog “A Educação do Meu Umbigo” apanhou uma manobra de manipulação de informação na imprensa feita pelo Ministério da Educação.

Um bom “spin doctor” trabalha pela calada e precisa de habilidade e inteligência estratégica.

Se não tiver, dá nisto

Como o exercício de camuflagem, para além de mandar “limpar” certas ocorrências das estatísticas também as “empurrou” para fora das Escolas, fazendo-as recair na área de acção do MAI, a coisa provavelmente não terá caído bem fora da 5 de Outubro, porque a quebra de casos nas Escolas fez disparar os casos em redor das ditas.

Para além disso note-se como o ME nega o acesso aos dados sobre a situação nos TEIP (olha eu num e ao lado de outro), assim como (não) responde às dúvidas colocadas pelas jornalistas.

Tanto Spin Até Estonteia « A Educação do meu Umbigo

Tenho vontade de matar um entrevistado!

Ás vezes quando procuro o entrevistado perfeito, engano-me.

Geralmente a experiência acumulada ao longo dos anos e o percurso normal da procura e escolha da pessoa certa para falar dum determinado assunto, é suficente para conseguir evitar uma catástrofe.

E a catástrofe é fazer uma chata e deprimente entrevista que não tem interesse nenhum.

Em suma trabalhar para o boneco e aborrecer quem nos vê ou ouve.

É nesses momentos que a única coisa que queremos é matar o animal do entrevistado.

Para depois nos suicidarmos nós, claro!

Ora esse sentimento está espelhado de forma soberba no blog Garotas que Dizem Ni

e neste link

Se eu fosse produtora de um programa de entrevistas na televisão, já teria assassinado uma boa meia dúzia de convidados. E nem estou falando do Tom Cruise, que subiu no sofá da Oprah, saltitou e deu gritinhos – porque isso foi surto, mas alavancou audiência. Falo daqueles entrevistados que, por mais que a TV já tenha completado 57 anos, ainda não entenderam o procedimento de aparecer nela.

Seria mais fácil entregar a cada um dos iminentes participantes de entrevistas uma lista de regras óbvias. Foram instituídas lá em mil novecentos e Hebe-Camargo-Menina, mas alguns insistem em esquecê-las:

Não balance essa cadeira!
O sujeitinho nem bem sentou na poltrona, já começa a pipocar os pés no chão girando no eixo pra lá e pra cá. Não entendem que o telespectador fica mareado com aquele balanço? Mas também seria bom queimar o produtor que coloca uma cadeira giratória no palco… Mete lá um sofá ou um banquinho de madeira, melhor coisa. Entrevistado tem pulga na cueca.

Não bote a mão no microfone!
A haste do microfone devia dar choques de 220 volts em quem encostasse ali sem ser repórter. Porque ô mania que essa gente tem de querer afagar (e afanar) o instrumento de trabalho do jornalista, avemaria.

Não rele na lapela!
Será possível que eles jamais recordam de estar com um microfone de lapela? E a cada vez que dizem “porque quando EU fiz tal coisa”, lá vai a mãozona atropelar o aparelhinho e causar um Xugstaramrram no áudio. Não bastasse, ainda acham de abraçar o apresentador e falar coisas nesse momento – que a gente não escuta devido o microfone de lapela estar esmagado entre os dois peitos.

Fale alto!
Roubar o microfone ou atropelá-lo, eles sabem. Já falar em um volume audível para alguém além de cães com ouvidos ultrassônicos, aí não conseguem. E o entrevistador é obrigado a repetir, pela milésima vez, “fala um pouquinho mais alto, fulano, e perto do microfone”. Daí ele eleva o som – mas, por causa da bronca, se envergonha e começa a se balançar na cadeira. É dose…

Abaixa a porcaria da TV!
O pior entrevistado, no entanto, não é aquele que se abala até o estúdio, mas o que surge via telefone. No afã de ser ouvido pela massa (ou de gravar em vídeo sua espetacular participação), o tipinho coloca o volume do televisor no máximo. E lá vem o manjadíssimo “Alô, Solange… Abaixa um pouquinho sua TV, Solange…”. Grrr! Se eu fosse produtora de TV, mandaria capangas atrás da Solange. E de quase todos os entrevistados

8-Dezembro-2007

Marcação homem-a-homem

Arquivado como: choque frontal, jornal, jornalismo, media — Pp @ 11:12

Os dois tablóides da nossa praça estão numa curiosa escalada de conflito.

Aparentemente o “24 horas” decidiu escrever uma coluna diária sobre os erros do “Correio da Manhã”.

O povo do “Correio da Manhã” não levou a bem, fez birra e queixa à autoridade reguladora da comunicação social. É uma telenovela divertida de seguir e provavelmente vai aumentar as vendas dos dois jornais.

Se a moda pega entre os SOL e o EXPRESSO os dois jornais podem superar os 20 kilos de papel. Precisam dum caderno separado para relatar os erros do concorrente.

Já entre o PÚBLICO e o DN a luta será desleal.

É que o PÚBLICO dedica-se a suicidar-se sózinho, prevendo a vitória em referendos na Venezuela.

A bola de cristal do PÚBLICO está enevoada e por isso o DN mantém-se caladinho como um rato

Quatro palavras, quatro doentes e quatro imbecis

Arquivado como: blogosfera, saúde, som do dia, televisão — Pp @ 0:48

Li no blogue da BLOGotinha um retrato digno duma repórter.

O relato mostra que tal como na televisão, bastam poucas, ou quase nenhuma palavra para que qualquer leitor/telespectador veja tudo e depressa.

É a cena cinamatográfica do abandono dum centro de saúde.

Metafóricamente é também o abandono dos doentes. Neste caso da Gotinha.

Vale ler e comentar.

Intervalinho Colectivo

11:20H

Caminho em direcção ao Centro de Saúde por causa do meu atestado médico. Deparo-me com a seguinte cena: a médica, a enfermeira, a administratva e mais 2 homens (presumo que delegados de propaganda médica) a entrarem para os carros. Pergunto se vão sair. Respondem-me que vão “fazer um intervalinho.”

- E demoram?

- É só tomar café!

Vejo-os a sair em 2 carros e entro no centro de saúde. O Centro de Saúde está ocupado com apenas 4 doentes. Não há um único funcionário. Isto será normal? Acontecerá noutros Centros de Saúde?! Acho tudo isto muito surreal. Claro que têm direito ao seu “intervalinho” mas será que têm que ir todos juntos? Todos ao mesmo tempo deixando o centro abandonado de responsáveis??! Não é a primeira vez que isto acontece. É a segunda vez que presencio mas seguntos os doentes da sala de espera é algo que acontece todos os dias.

Há coisas fantásticas, não há?!

BLOGotinha

Ver se cola

Arquivado como: especulação, jornalismo, politica, televisão — Pp @ 0:27

As notícias duma taxa especial sobre os sacos plásticos dos supermercados e da cobrança aos consumidores dos futuros contadores da luz, parecem-me publicidade enganosa.

Na realidade julgo que representam aquilo a que se chamaria em bom português o “atirar o barro à parede”.

Depois é só esperar. Depois de lançar a granada de comunicação, entenda-se.

Se o povo e os jornais resmungarem muito - como no caso dos sacos de plástico - retira-se a medida.

De preferência arranja-se um cordeiro pascal com a função de ajudante de ministro para defender o projecto ou para desmentir a ideia estúpida.

O povo fica irritado, os jornalistas agradecem: de manhã tem um notícia, à noite, um desmentido.

5-Dezembro-2007

Os sete e os 30 segundos

Arquivado como: dicas, mediatraining, relações públicas, televisão — Pp @ 22:57

Aparecer na televisão é saber-se julgado em 7 segundos.

Li alguns estudos onde o tempo que um espectador leva a avaliar um entrevistado mal supera os 4 segundos.

Pouco tempo?

Bom pelo menos para falar temos um pouco mais

Mais exactamente 30 segundos.

Sim 30 segundos para explicar tudo o que tiver na cabeça.

E se demorar muito, adeus e até amanhã.

Ou será que Você como telespectador tem muito mais tempo para ver os chatos que aparecem na tv’

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2-Dezembro-2007

Republique-se, diga estupidez e faça-se merecedor de crédito

Arquivado como: blogosfera, media, pensamento do dia, relações públicas — Pp @ 0:18

Uma das coisas mais divertidas dum blogue é a sua excessiva visibilidade e falsa sensação de credibilidade.
Vejam só, eu posso escrever aqui a maior alarvidade do mundo e muitos leitores podem acreditar apenas porque está escrito em letra de forma.
É mais ou menos como os jornais ou as televisões.
Podem escrever, dizer ou mostrar as coisas mais bizarras ou surrealistas, mas todos nós tendemos a acreditar nelas.
Amplificar e credibilizar. Quem aprender estas duas palavras terá longa vida mediática.

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