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29-Outubro-2007

Lingua comprida e a pena em camelos

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Falar é normalmente uma boa opção.

Quando rebenta uma crise ou quando alguém quer dar um informação ou notícia, falar é OBRIGATÓRIO.

Mas em muitos países - particularmente os menos desenvolvidos ou habituados à democracia - ninguém fala.

É assim Portugal. Em caso de incêndio ou terramoto mediático, fecham-se as portas e dispara-se um qualquer comunicado que em resumo diz “nós não temos nada a ver com isso”

Vale por isso a Lei Beduína. Mas com uma aplicação banstante mais ampla do que a dos próprios beduínos.

Prevejo que o fenómeno beduíno ou da avestruz com a cabeça enterrada na areia se possa multiplicar.

Principalmente se os manda-chuva das empresas portugueses lerem jornais.

É improvável, mas possível.

Egipto: Beduino paga 46 camelos, mas salva a língua, após piropo a mulher
Um tribunal beduíno condenou um homem a pagar 46 camelos, na comutação de uma pena que previa também que lhe seja cortada a língua, por ter lançado um piropo a uma mulher de uma outra tribo.

O caso, relatado pelo diário egípcio "Ajbar al Yom", passou-se no sul da península do Sinai, onde vigoram leis especiais impostas pelos próprios beduínos.

O acusado lançou piropos a uma mulher, que na altura cuidava do gado, ao passar de carro, pelo que deverá também entregar o veículo, segundo a pena imposta.

Além disto deverá pagar quarenta camelos ou o equivalente ao seu valor, calculado em 80.000 libras egípcias (mais de 10.000 euros).

A sentença original previa ainda que se cortasse a língua ao infortunado galã, mas após três horas de árduas negociações entre o tribunal, os advogados e as famílias, foi decidido comutar a pena no pagamento de mais seis camelos.

Um destas animais terá de ser "original", quer dizer de uma raça muito apreciada pelos árabes pela sua velocidade superior.

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