Madeleine e a dentologia atrasada dos jornalistas
Despertado das profundezas e milhares de anos-luz depois do desaparecimento de Maddie, o Sindicato dos Jornalistas deu à costa.
O intrépido conselho deontológico, guardião da moral e boa consciência dos jornalistas exalou a sua sentença do alto da tribuna da Inquisição.
Ou por outras palavas: cagou d´alto.
Assim sendo vou inscrever-me no sindicato dos metalúrgicos ou do pessoal da recolha do lixo.
Sinto-me melhor representado.
O caso Madeleine McCann e as práticas jornalísticas
Na sua recomendação, o CD relembra que “o uso de fontes anónimas não desresponsabiliza o jornalista; pelo contrário, obriga-o a um redobrado cuidado, pois em caso de a informação se revelar falsa será a credibilidade do jornalista e do seu órgão de comunicação social que está em causa. E não apenas em relação a esse trabalho.” A estrutura deontológica recomenda assim que se evitem notícias que privilegiem as audiências em detrimento da verdade factual e em que a especulação vença o rigor, que se sigam critérios muito rigorosos para o uso de fontes anónimas e que se promova a pronta rectificação de informações que se revelem inexactas ou falsas, conforme o n.º 5 do Código Deontológico.
A recomendação apela ainda a que os jornalistas tenham um especial cuidado no tratamento da informação, procurando apoio de especialistas externos e independentes que os possam elucidar sobre matérias de elevada complexidade e que exijam conhecimentos científicos e jurídicos, levem em consideração o direito à privacidade de eventuais suspeitos, arguidos ou réus e analisem os eventuais atropelos à deontologia ocorridos neste caso para que os mesmos não se repitam.
O Sitio do Sindicato dos Jornalistas
(via O Sitio do Sindicato dos Jornalistas
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