Falar é normalmente uma boa opção.
Quando rebenta uma crise ou quando alguém quer dar um informação ou notícia, falar é OBRIGATÓRIO.
Mas em muitos países - particularmente os menos desenvolvidos ou habituados à democracia - ninguém fala.
É assim Portugal. Em caso de incêndio ou terramoto mediático, fecham-se as portas e dispara-se um qualquer comunicado que em resumo diz “nós não temos nada a ver com isso”
Vale por isso a Lei Beduína. Mas com uma aplicação banstante mais ampla do que a dos próprios beduínos.
Prevejo que o fenómeno beduíno ou da avestruz com a cabeça enterrada na areia se possa multiplicar.
Principalmente se os manda-chuva das empresas portugueses lerem jornais.
É improvável, mas possível.
Egipto: Beduino paga 46 camelos, mas salva a língua, após piropo a mulher
Um tribunal beduíno condenou um homem a pagar 46 camelos, na comutação de uma pena que previa também que lhe seja cortada a língua, por ter lançado um piropo a uma mulher de uma outra tribo.
O caso, relatado pelo diário egípcio "Ajbar al Yom", passou-se no sul da península do Sinai, onde vigoram leis especiais impostas pelos próprios beduínos.
O acusado lançou piropos a uma mulher, que na altura cuidava do gado, ao passar de carro, pelo que deverá também entregar o veículo, segundo a pena imposta.
Além disto deverá pagar quarenta camelos ou o equivalente ao seu valor, calculado em 80.000 libras egípcias (mais de 10.000 euros).
A sentença original previa ainda que se cortasse a língua ao infortunado galã, mas após três horas de árduas negociações entre o tribunal, os advogados e as famílias, foi decidido comutar a pena no pagamento de mais seis camelos.
Um destas animais terá de ser "original", quer dizer de uma raça muito apreciada pelos árabes pela sua velocidade superior.