Não há nada como um bom testemunho em tribunal.
Rigoroso, preciso, cientificamente inatacável, claro, evidente.
Entra nesta categoria toda a linguagem dos juízes e por contaminação directa a dos peritos em medicina legal.
E nessa linguagem que qualquer criança de 4 anos consegue perceber e até contar aos amigos, o pontapé foi elevado à categoria de "instrumento contundente".
Assim presumo que esta médica tenha entrado e saído do tribunal andando sobre os seus dois ou mesmo quatro (pés e mãos) intrumentos contundentes potenciais.
Portanto se é burro e tem patas, logo dá coices.
Um depoimento contundente.
Menina que morreu em Monção foi vítima de agressões com "instrumento contundente"
28.09.2007 – 13h13 LusaUma perita do Instituto de Medicina Legal garantiu hoje que a menina de dois anos que morreu em Monção, em Dezembro do ano passado, foi vítima de pelo menos duas agressões "com instrumento contundente", admitindo como mais provável o pontapé.
Segundo Teresa Magalhães, directora da delegação do Norte do Instituto de Medicina Legal, que falava no Tribunal de Monção durante o julgamento do caso, a vítima terá sido agredida com dois pontapés "de intensidade importante", que lhe provocaram lesões mortais.
"O instrumento mais sugestivo nestas situações é o pontapé", frisou.
